"Não tenho medo de um grande desafio, e este momento é realmente um grande desafio. Eu quero ficar e espero que o senhor Abramovich e a direção do clube também queiram que fique." A frase é de José Mourinho e foi proferida no final da derrota com Leicester – a 9.ª do Chelsea em 16 jornadas da Premier League esta época –, em jeito de apelo ao todo-poderoso dono dos blues. E, para já, parece que o milionário russo não está pronto a desistir do português.
Desde que chegou ao Chelsea, em 2003, Abramovich já gastou mais de 70 milhões de euros em indemnizações aos técnicos demitidos, e nenhum deles fez um início de época como este no campeonato. Nove derrotas em 16 jornadas é o pior registo do Chelsea no escalão maior inglês desde 1978/79 (época em que foi despromovido), e os 15 pontos (4 vitórias e 3 empates) que a equipa soma neste momento tornam os blues no pior campeão da história do campeonato.
Ainda mais sintomática é a diferença entre a temporada passada e esta: se em 2014/15 o Chelsea fez uma média de 2,29 pontos por jogo na Premier League, esta fica-se pelos 0,94 pontos – uma variação entre épocas que nenhuma outra equipa conseguiu registar desde a criação da liga inglesa, em 1888/89.
Humildade
Sem tempo para lamentos, Mourinho prepara já o próximo jogo, no sábado, frente ao Sunderland. "Os próximos dois jogos serão em Stamford Bridge e temos de olhar para esses rivais de forma humilde", lembrou o português, decidido a dar a volta à situação. Até para o Chelsea não imitar o Man. City, que desceu de divisão em 1937/38, um ano depois de ter conquistado o seu primeiro título inglês.
Lampard defende continuidade
Com o Chelsea apenas um ponto acima dos lugares de descida e a relação de José Mourinho com os jogadores cada vez mais desgastada – no final do jogo com o Leicester, o português referiu mesmo que se sentia "traído" –, a demissão do técnico parece ser a solução mais fácil. Mas não faltam vozes a defender o contrário. Frank Lampard é uma delas.
"Provavelmente, Abramovich está a ponderar isso.(...) Mas o que construíram quando José Mourinho regressou foi um plano de longo prazo. O que é que podem ganhar se o afastarem agora? Não deverão chegar aos quatro primeiros nem mesmo aos seis melhores, mas também não descerão de divisão. Por isso, tenho a certeza que Abramovich está a pensar: ‘Esperem, veremos o que acontece no final da época’", adiantou o antigo médio dos blues, de 37 anos, agora no New York City. Um ideia também defendida por Wayne Bridge ou Gustavo Poyet, outros dois ex-jogadores do Chelsea.
Leitores divididos quanto à opção ideal
Em inquérito aos leitores de Record Online sobre o futuro de José Mourinho no Chelsea, a maioria inclina-se para a continuidade do técnico português no clube londrino. No entanto, a diferença entre aqueles que defendem a sua saída e os que consideram que o técnico ainda é a solução para os problemas dos blues é muito ténue.
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