A sobrevivência do Oxford United, histórico emblema do futebol inglês, está por um fio. A direção do clube, que milita no Championship, segundo escalão do futebol de Inglaterra, lançou um sério aviso aos adeptos: sem a aprovação do novo estádio, o clube poderá simplesmente deixar de existir, conforme declarou o diretor executivo da formação de Oxford, Tim Williams, à 'Sky Sports'.
Os ingleses disputam os seus jogos no Kassam Stadium, uma infraestrutura com capacidade para 12.500 espectadores, inaugurada em 2001. Contudo, o recinto não pertence ao clube, sendo propriedade do antigo presidente Firoz Kassam, através da sua empresa Firoka Group. Com o contrato de arrendamento a aproximar-se do fim, paira sobre o emblema de Oxford a ameaça de despejo.
Foi apenas em maio deste ano que a administração conseguiu garantir um prolongamento da estadia no Kassam até ao final da temporada 2026/27, com a possibilidade de um ano adicional. Porém, esse adiamento é apenas uma medida temporária, sendo óbvio que o clube precisa de obter uma nova casa operacional até junho de 2028, o mais tardar.
O projeto para o novo estádio, com capacidade prevista para 16.000 lugares, ainda está pendente de aprovação por parte das autoridades locais, com uma decisão esperada já em julho. Caso não obtenha luz verde, o Oxford United poderá encarar o cenário mais negro da sua história recente, com a sua dissolução.
"Estamos a lutar pela sobrevivência do clube", afirmou Tim Williams, sublinhando que este não é apenas um problema desportivo, mas também estrutural e existencial. O novo estádio representa não só um futuro mais estável, mas a única alternativa viável para manter viva uma instituição com raízes profundas na comunidade local. Por isso o clube pede aos seus adeptos que se envolvam no projeto, escrevendo e pressionando as autoridades no sentido de o projeto ser aprovado.
A equipa de Oxford terminou a última temporada na 17.ª posição no Championship, com o treinador Gary Rowett no comando.
Os desafios dentro de campo são agora secundários face à batalha que se trava nos bastidores, uma luta por alicerces, por identidade e, acima de tudo, pela continuidade.