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O valor da multa aplicada a José Mourinho, 50 mil libras (mais de 68 mil euros), é exorbitante e a federação inglesa (FA) tem de explicar qual é o destino que lhe dá. É este o desafio que Tony Pulis, treinador do West Bromwich Albion (WBA), lançou ao organismos que tutela o futebol em Inglaterra em defesa do homólogo português do Chelsea.
"A minha opinião é que 50 mil libras é uma quantia absurda de dinheiro. Já fui multado algumas vezes pela FA por pisar o risco e a minha questão é: para onde vai esse dinheiro? Para caridade? Porque quando fiz essa pergunta na altura ninguém me deu uma resposta", afirmou o treinador galês, frisando:
"Estamos a falar de transparência: se vamos tirar tanto dinheiro a um indíviduo, dinheiro que é dele, digam para onde é que ele vai. Por vezes os treinadores vão demasiado longe e têm de ser chamados à razão, mas precisamos ter cuidado para não ficarmos numa posição na qual apenas acenamos com as nossas cabeças e vivemos com medo de ser castigados - ou multados em 50 milhões de libras."
"Compreendo que temos de ser cuidadosos. Adoraria que a FA fosse transparente e nos dissesse para onde é que vai o nosso dinheiro. Em que banco é depositado e como é que é gasto. Disseram-me, genericamente, que vai para fundos e que é usado de diferentes formas", acrescentou, lançando a League Managers Association (LMA, sindicato dos treinadores) para a discussão:
"A LMA tem de chamar toda a gente para uma reunião sobre o que se está a passar. Precisamos saber como abordar uma conferência de imprensa depois de um jogo, porque se a FA nos multar em quantias absurdas de dinheiro, temos de fazer alguma coisa."
Mourinho foi suspenso pela FA de forma preventiva por uma partida e multado em 50 mil libras, devido a comentários proferidos após a partida diante do Southampton, disputada a 3 de outubro, nas quais criticou o trabalho da equipa de arbitragem.
"Os árbitros estão com receio de tomar decisões a favor do Chelsea. Com 1-1, há um enorme penálti que fica por marcar. É um momento crucial. Se a Federação Inglesa quer castigar-me, podem fazê-lo - não castigam outros treinadores mas podem fazê-lo a mim... -, não há problema. Mas os mesmos jogadores e adeptos não merecem isto. Quando decidem a nosso favor há sempre um ponto de interrogação por parte dos jornalistas, uma crítica. Somos sempre castigados. Até na Champions não nos deram um penálti no último minuto", disse o técnico após a derrota por 3-1.