«Era como um recém-nascido»: jovem do Arsenal ficou tetraplégico após ingerir bebida adulterada
Mãe de Daniel Cain garante que o filho está a "voltar aos poucos e a melhorar a cada dia que passa"
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O jornal 'The Independent' recorda, esta segunda-feira, a história de Daniel Cain, antigo jogador da formação do Arsenal que, em 2020, ficou tetraplégico depois da sua bebida ter sido adulterada durante uma saída à noite com amigos.
Segundo a mesma fonte, o jovem começou a ficar com uma cor estranha depois de consumir a bebida e a não responder quando chamavam por ele, momento em que terá entrado em paragem cardiorrespiratória.
A equipa de primeiros socorros chamada ao local precisou de 24 minutos para recuperar o batimento cardíaco de Cain, numa altura em que o seu cérebro e medula espinhal já tinham sofrido graves danos.
O jovem acabou por entrar em coma e, ainda de acordo com o jornal britânico, os médicos disseram à sua família que seria um "milagre" caso este conseguisse acordar e recuperar todas as suas funções cognitivas. Cain viria a acordar 25 dias depois.
"Eu não conseguia aceitar que ele não ia voltar. Quando acordou [do coma], não conseguia fazer nada. Não se conseguia mexer. Era como um recém-nascido, mas as enfermeiras diziam que ele as seguia com os olhos", contou a mãe de Cain.
"Está a voltar aos poucos e a melhorar a cada dia que passa. A memória dele a longo prazo, como coisas da infância... Ainda se lembra disso tudo", garantiu.
O 'The Independent' conta ainda que uma organização sugeriu um tratamento a Cain que lhe daria a oportunidade de voltar a andar. Este, custaria cerca de 1100 a 2200 euros por mês, num período total de dois a três anos.
A família do jovem, de resto, criou um 'GoFund Me' para a causa e já recebeu mais de 63 mil euros para ajudar Daniel.