Xhaka atribui culpa aos comentadores pelo ambiente tóxico nas redes sociais

Médio do Arsenal, que foi alvo da ira dos adeptos em 2019, diz que tem de haver limites

• Foto: Action Images

Granit Xhaka esteve com pé e meio fora do Arsenal em 2019 depois de retribuir insultos aos adeptos dos gunners num jogo com o Crystal Palace enquanto era substituído. Tudo aconteceu porque o médio suíço foi promovido a capitão de equipa, mas a decisão não agradou aos adeptos e originou várias ameaças nas redes sociais.

Mais de um ano depois, Xhaka continua no Emirates. O médio condena a forma como os jogadores são criticados e diz que as famílias não deveriam ser alvo da ira dos adeptos. "Deve haver limites para as críticas. Por exemplo, não deve haver referências à família, ataques pessoais nem menções aos filhos dos jogadorr. Critiquem o jogador e o seu jogo, mas não vão mais longe do que isso. Outubro de 2019 foi o momento meu momento mais difícil como jogador de futebol. Mas os ataques à minha esposa e os comentários sobre a minha filha... tudo isso ultrapassou os limites. Um dos problemas é que não sabemos quem escreve essas coisas, as redes sociais são assim", explica o jogador de 28 anos, ao 'The Guardian'. 

Xhaka 'perde a cabeça' e devolve insultos aos adeptos do Arsenal enquanto é substituído
Xhaka acredita que muitas destas críticas dos adeptos resultam do que ouvem nas televisões. "Tem havido comentários feitos por antigos jogadores como Evra, Henry... sobre o desempenho de um jogador em particular, mas que parecem provocar aquela onda de críticas nas redes sociais. Acho que alguns especialistas podem provocar isso e é algo que nunca se vê na Suíça ou Alemanha, simplesmente não acontece. Parece ser bastante exclusivo do Reino Unido", acrescenta.

Arteta foi decisivo para continuar

Unai Emery era o treinador do Arsenal quando se deu o 'confronto' entre Xhaka e os adeptos. Na altura, o técnico espanhol quis que o atleta pedisse desculpas e o médio esteve muito perto de deixar o clube. Mas tudo mudou com a chegada de Arteta, dois meses depois. 

"Foi um grande golpe para mim, afetou-me bastante. O Hertha fez-me uma proposta e faltavam poucos detalhes para a transferência de consumar. No entanto, o Mikel chegou e conversámos. Ele queria ouvir o meu lado da história. Foi a primeira vez que o conheci, não tinha sabia nada dele como homem ou treinador. Mas tivemos uma ótima conversa, muito aberta e positiva. Ele convenceu-me de que deveríamos continuar juntos neste projeto do Arsenal e estou feliz por ter tomado essa a decisão", conta Xhaka.

Por André Antunes Pereira
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