Dragão vira-se contra Mourinho

Demissão do técnico equacionada em Inglaterra

• Foto: Reuters

Foi através dos seus feitos no FC Porto, à altura eventualmente impensáveis, que José Mourinho enfeitiçou o Chelsea e o seu dono Roman Abramovich. Por ironia do destino, 11 anos e meio depois pode ser o dragão ao serviço do qual se emancipou a provocar a sua saída de um emblema do qual se tornou ídolo absoluto.

O que por estes dias se escreve em Inglaterra sobre José Mourinho, de 52 anos, é substancialmente diferente do que dele se dizia a 1 junho de 2004, data em que foi oficializada a sua rescisão com o FC Porto. Acabadinho de vencer a Liga dos Campeões 2003/04 e alcançar o bicampeonato em Portugal, isto já depois de ter vencido a Taça UEFA na época anterior entre outros títulos, o treinador português levou o Chelsea a pagar uma verba a rondar os 6 milhões de euros para o levar da Invicta, um recorde mundial à altura.

Agora, com os blues na 14.ª posição da Premier League, na qual Mourinho já só aponta aos seis primeiros lugares e não ao título; com a Supertaça Inglesa perdida; e eliminado da Taça da Liga; a Liga dos Campeões surge como um verdadeiro balão de oxigénio que o Chelsea não poderá desperdiçar.

É neste contexto que por estes dias se debate em solo britânico se o futuro de Mourinho depende da passagem do Chelsea aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Com o apuramento em risco, fazem-se já contas aos custos de uma eventual demissão do técnico: com contrato até 2019, José Mourinho teria de ser indemnizado no valor dos salários a receber até ao final do vínculo, algo que por esta altura rondará... 40 milhões de euros. Agora têm a palavra o técnico português e os seus jogadores, mas, amanhã, também a terá o FC Porto.

Por André Monteiro
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