Afinal Mourinho ainda acredita no United... mas tem Ferguson contra si

Antigo treinador prefere ver Ryan Giggs no cargo

• Foto: Getty Images

A novela em que se transformou a sucessão de Louis van Gaal no Manchester United continua a ser alimentada com pormenores que envolvem José Mourinho. O jornal "Manchester Evening News" (MEN), contrariando o que o "Daily Mirror" avançou na noite do passado sábado, garante que o treinador português confia que o cargo será seu no final da temporada, mas acrescenta que Alex Ferguson é um dos que está contra a sua nomeação.

Ferguson, que esteve no cargo entre 1986 e 2013, integra um conselho não executivo do clube de Old Trafford, onde está ainda o antigo presidente executivo David Gill, prefere Ryan Giggs em vez de Mourinho. A notícia do "MEN" refere que Ferguson, além de ter poder efetivo, está ligado ao fracasso que foi a contratação de David Moyes como seu sucessor, em vez de... Mourinho - Moyes durou 10 meses em Old Trafford.

O treinador português, lê-se ainda na notícia, acredita que será o escolhido com base num acordo de cavalheiros estabelecido com responsáveis do Manchester United, apesar do problema que poderá representar o processo que Eva Carneiro interpôs contra si, no qual a ex-médica do Chelsea alega discriminação sexual.

Mary O'Rourke, advogada de Eva Carneiro, revelou na segunda-feira, à entrada para uma audiência privada num tribunal de Londres que, além de uma indemnização financeira, a sua constituinte exige um pedido público de desculpas de Mourinho.

As duas partes não terão chegado a acordo na referida audiência, a qual foi a derradeira oportunidade para um acordo em privado. Se assim for, o caso seguirá agora para um tribunal do trabalho - onde todos os detalhes passarão a ser públicos -, começando a ser julgado no início de junho.

O diário inglês "The Times" sublinhou a 25 de fevereiro que a exposição pública poderá ensombrar o regresso ao trabalho de Mourinho após a saída do Chelsea, em dezembro de 2015. 

Recorde-se que a ex-médica do Chelsea processou ainda o clube, recorrendo à denominada "constructive dismissal", figura jurídica prevista na lei inglesa para despedimentos preparados com antecedência, não tendo chegado a acordo numa primeira audiência privada que teve lugar a 6 de janeiro, no tribunal do trabalho em Londres.

Eva Carneiro foi despedida em setembro na sequência de um incidente no jogo de abertura da temporada do Chelsea, diante do Swansea, a 8 de agosto de 2015 (2-2), que teve na origem a entrada no relvado para prestar assistência médica a Eden Hazard.

Por António Espanhol
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