Boa Morte: «Wenger foi um segundo pai para mim»

Antigo extremo português recorda "a ajuda e disponibilidade" constantes do técnico francês no Arsenal

• Foto: Fernando Ferreira
Luís Boa Morte foi o único jogador português contratado e treinado por Arsène Wenger no Arsenal e, a Record, não tem dúvidas nos elogios ao técnico francês. "Quando vi as notícias de manhã, fiquei desiludido e triste... Foi uma pessoa muito importante na minha carreira, sempre pronto a falar e a ajudar-me, o que fez bastante vezes. Posso dizer que foi como um segundo pai para mim em Inglaterra. Wenger transformou o Arsenal, o clube não era nada do que é hoje há 22 anos. Deu bastantes títulos ao clube e criou uma filosofia. Com ela formou aquela equipa impressionante que conseguiu fazer um campeonato inteiro sem derrotas, algo que hoje é impossível de fazer. Arsène Wenger foi importantíssimo para o Arsenal e é uma pena vê-lo sair", diz o antigo internacional português, acrescentando: "Já havia algumas críticas ao seu trabalho mas a filosofia foi criada e ele não ia mudar a filosofia por causa dos adeptos. Há já alguns anos que o Arsenal deixou de ter hipótese de competir financeiramente com outros clubes que pagam tudo e até sobrevivem ao fair play financeiro. Mas o Wenger soube aguentar-se, esperar pela reorganização financeira do clube e, mesmo assim, ir a várias finais, incluindo europeias. Transformou realmente o clube e há que destacar a capacidade de produção e evolução de inúmeros jogadores. Tantos que cresceram e se fizeram craques nas mãos dele."

Quanto a possíveis sucessores, Boa Morte diz que "a lista será extensa" mas alinha pela ideia que a imprensa inglesa aponta: "Wenger sugeriu Patrick Vieira? Sem dúvida que pode ser uma excelente opção. É um dos grandes jogadores do clube, fez parte da equipa campeã e invencível e tem desenvolvido um grande trabalho nos Estados Unidos. Também já ouvi falar do Henry, que é adjunto da Bélgica, adorado no clube. Vamos esperar", atirou, esclarecendo: "Não lhe mandei mensagem porque vou estar com ele em breve. Irei a Inglaterra e quero falar pessoalmente com ele. Hoje estou no scouting do Arsenal graças a ele, foi Wenger quem deu o 'ok' para eu integrar a equipa."

Uma camisola especial

Luís Boa Morte contou ainda ao nosso jornal uma história curiosa que viveu com Wenger e que o deixou emocionado. "Um ano, já eu estava no Fulham, jogámos contra o Arsenal e ganhámos 2-1 e, no final, falámos bastante. Ele procurou por mim e pediu a minha camisola para ficar com ela de recordação. Foi um gesto que me tocou bastante, já que é uma pessa que tanto fez por mim. Não sei o que me teria acontecido se ele não me tivesse levado para Inglaterra... Tem culpas no cartório da minha carreira o senhor Wenger [risos]."
Por Hugo Neves
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