"Bocas" de Pochettino e Hiddink alimentam a "Batalha da Ponte"

Técnicos de Tottenham e Chelsea sobre falta de profissionalismo

• Foto: Getty Images

O desfecho do Chelsea-Tottenham (2-2), de segunda-feira, ditou a entrega do título ao Leicester e os incidentes entre futebolistas das duas equipas serviram para classificar o jogo como a "Batalha da Ponte" - em alusão a Stamford Bridge, nome do estádio dos blues -, mas a polémica entre os vizinhos londrinos promete arrastar-se por mais algum tempo, agora alimentada pelos treinadores.

Mauricio Pochettino entendeu criticar técnicos e futebolistas que manifestaram simpatia pela Leicester na corrida ao título da Premier League, como sucedeu com Tony Pulis (manager do West Bromwich Albion) ou Cesc Fàbregas e Eden Hazard (futebolistas dos blues), questionando o profissionalismo de quem age desta forma... deixando mesmo no ar que este comportamento por ter ajudado a fomentar os incidentes.

"No futebol, a nossa responsabilidade passa por sermos profissionais e, enquanto profissionais, não damos a nossa opinião pessoal", afirmou o treinador do Tottenham, sugerindo que o tema fosse abordado em futuras reuniões da Premier League com as equipas técnicas.

"Se eu apoio o Tottenham e defrontamos uma equipa que luta pelo título, ou pela manutenção, não posso fazer comentários enquanto adepto. Tenho de o fazer de forma profissional. Agir de outra forma é sempre perigoso e nas últimas semanas ou meses talvez que algumas pessaos do futebol não se tenham comportado de forma profissional", acrescentou o argentino, fazendo com que Guus Hiddink, homólogo do Chelsea, saísse em defesa de Fàbregas e Hazard...

Hiddink contra-atacou, sugerindo que Pochettino perdeu o controlo sobre os seus futebolistas, apontando esse motivo como a chave para o empate no jogo de segunda-feira, no qual os spurs desperdiçaram uma vantagem de 2-0: "Eles perderam o controlo sobre a forma como deveriam jogar, como campeões. Não concordo que no meio de toda aquela emoção os jogadores do Chelsea estivessem a fazer entradas duras com intenção clara de lesionar alguém." 

"A equipa que tinha tudo para estar frustrada era a do Chelsea, que perdia por 2-0. Alguns jogadores deles perderam o controlo. E, depois disso acontecer, é difícil voltar a jogar como campeões. Não foram assim tantos jogadores do Chelsea que jogaram no limite. Houve alguns cartões amarelos, mas foram mais por protestos do que por jogo duro ou violento. O Totenham tem uma equipa jovem e pode ser que eles pensem de forma diferente, mas parece-me que foi uma boa lição: envolverem-se em incidentes pode ser contraproducente para quem joga pelo título", acrescentou Hiddink.

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