Decisão final do 'escândalo Manchester City' pode demorar anos: subtração de pontos época a época foi pensada
Clube foi considerado culpado de praticamente todas as violações dos regulamentos financeiros da Premier League de que era acusado... mas Soriano promete luta
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O diretor-executivo do Manchester City, Ferran Sorriano, garantiu a outros responsáveis de clubes europeus durante uma reunião da Associação Europeia de Clubes que a 'guerra' entre o emblema do Etihad e a Premier League poderá demorar anos até à sua conclusão. O vice-campeão inglês foi, como revelou o 'The Athletic' na sexta-feira, considerado culpado de 114 das 115 acusações relativas a violações dos regulamentos financeiros da Premier League, alegadamente entre 2009 e 2018. Mas o dirigente dos cityzens, sem nunca admitir a culpa, como explica a 'Sky Sports', lembrou nesse encontro em Copenhaga que da mesma forma que a acusação demorou oito anos a ser montada, também o desfecho do processo levará muito tempo até ficar fechado.
De resto, Soriano deixou bem clara a intenção do Manchester City em defender a sua posição de inocência, numa altura em que o processo deverá seguir para a fase de recurso, embora a condenação - e respetiva sanção - ainda não tenha sido oficializada por tribunal, Premier League e clube. Certo é que o City pondera mesmo ir até às últimas instâncias, que é como quem diz, ao Supremo Tribunal.
O modelo de uma eventual punição também ainda não é conhecido mas o 'The Athletic' falou com um antigo dirigente da Premier League, que revelou o que propôs a nível de castigos em 2023, quando o escândalo ganhou contornos públicos. "A ideia consistia em que nas próximas três a cinco temporadas ser-lhes-ia subtraído 20 a 25 pontos por época. Algo que, na prática, tornaria quase impossível o seu apuramento para a Liga dos Campeões nesse período", contou Adam Crafton, do referido jornal, acerca da sua conversa com o tal dirigente, não identificado.
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A nível regulamentar, as potenciais punições estão delineadas na regra W.51 do manual da Premier League, com várias opções possíveis para o painel considerar. As sanções variam desde uma repreensão e multa até à dedução de pontos, podendo chegar à descer de divisão. Fora da equação estará a alteração dos títulos já conquistados pelos cityzens durante o período em análise. Contudo, de acordo com a regra W.51.7, o painel pode optar por combinar qualquer número de punições previstas no regulamento ou impor outras sanções que considere apropriadas. Estes castigos, refira-se, são passíveis de recurso.
O Manchester City foi acusado pela Premier League de não fornecer informações financeiras precisas e detalhes dos pagamentos a jogadores e treinadores, bem como de violações dos regulamentos de Fair Play Financeiro (FFP) da UEFA e das próprias regras de rentabilidade e sustentabilidade (PSR) da liga. O clube sempre negou as alegações mas em fevereiro de 2020, a UEFA proibiu o emblema de Manchester de participar nas competições europeias por dois anos e aplicou uma multa de 30 milhões de euros pelo mesmo motivo, mas o Tribunal Arbitral Superior (TAS) anulou ambos os castigos porque as provas não foram consideradas válidas e/ou prescreveram. Ainda assim, o TAS condenou o clube a pagar 10 milhões de euros ao organismo que rege o futebol europeu por não fornecer volumes substanciais de provas.
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