Defesa do Everton enfrenta depressão: «Cheguei ao fundo, tudo me caía em cima»

Michael Keane 'abre o livro' numa entrevista à BBC

• Foto: Everton

Michael Keane é mais um jogador de futebol a passar por uma depressão. Mas contrariamente ao que sucedia noutros tempos, hoje em dia os futebolistas começam a falar do assunto. Keane joga no Everton, equipa onde também alinha o português André Gomes, que passou por um momento também muito complicado quando estava no Barcelona. A pressão de querer corresponder e de querer fazer tudo bem por vezes tem consequências bastante nefastas na saúde mental dos atletas.

Mas voltemos a Michael Keane. O defesa contou, em declarações à BBC, que tinha vergonha dos seus desempenhos no campo e por isso escondia-se. "Não queria sair, não queria ver ninguém. Tinha vergonha da forma como as coisas corriam em campo, não queria ir a lado nenhum nem fazer nada", contou.

O defesa guardou esse segredo durante muito tempo. "Não dizia a ninguém, treinava duramente, mas no final parecia que tudo me caía em cima. Acabei por quebrar e foi a chorar que contei à minha família como me sentia."

O jogador reconhece que esse momento foi importante. "Foi quando cheguei ao fundo. A partir daí tenho vindo a melhorar; com a ajuda da minha família e dos meus amigos comecei a trabalhar com um psicólogo de desporto, que ainda consulto."

O início

Os primeiros problemas de Keane surgiram pouco depois de assinar pelo Everton, em julho de 2017. O seu passe custou 33,5 milhões de euros aos cofres do clube, uma das transferências mais caras da história do Everton, o que aumentou ainda mais a responsabilidade do defesa.

Mas uma lesão sofrida na Taça de Inglaterra, contra o Sunderland, acabou com uma sutura de 8 pontos no pé. Continuou a jogar, sentindo a obrigação de corresponder, mas nas semanas que se seguiram foram necessárias injeções de analgésicos para ajudar a aliviar as dores de uma infeção que acabou por conduzi-lo ao hospital.

"Nessa altura só queria estar com os meus companheiros de equipa, estávamos a passar por um mau momento. Não queria atirar a toalha, mesmo tendo uma lesão grave, só queria estar lá, dar o meu melhor e ajudar. Mas pensando melhor, não foi a melhor decisão...", constatou o jogador, que agora trabalha com a Calm (Campaign Against Living Miserably), com vista a encorajar outras pessoas a falarem sobre os problemas da depressão.

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