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Gary Lineker recorda doença do filho: «Sonhava que carregava um caixão branco, era horrível»

George tinha apenas 8 semanas de vida quando foi diagnosticado com uma leucemia

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• Foto: Reuters

Gary Lineker recordou num podcast da BBC a luta do filho, com poucas semanas de vida, contra a leucemia. O antigo futebolista inglês, agora comentador televisivo, revelou que chegava a sonhar com pequenos caixões brancos.

"Queria ser eu a ter a doença e não o meu filho", recordou Lineker, de 61 anos. "Tinha um sonho recorrente, em que carregava um pequeno caixão branco. É horrível, acordava muitas vezes."

O antigo avançado lembra como ele e a mulher se aperceberam dos primeiros sinais da doença. George, que hoje tem 30 anos, tinha apenas 8 semanas de vida. "Ele tinha uma pequena marca, um alto na cabeça. Disseram que iam fazer uma biopsia, pelo sim, pelo não. Duas semanas depois repetiram o exame. Com o tempo foram aparecendo mais marcas na cabeça, parecia uma bola de golfe."

"Disseram-nos que era uma doença de pele. Mas ele depois começou a piorar. Gemia e aqueles altos começaram a aparecer pelo corpo todo. Os médicos viram e nunca mais vou esquecer. Tiraram-lhe a fralda, olharam um para o outro e disseram 'lamentamos dizer-lhe, mas isto é muito mais grave'. Disseram que precisavam que fazer mais exames, mas que parecia ser leucemia", recordou Lineker.

O antigo futebolista e a mulher, Michelle, passaram por um mau bocado. "Nunca vou esquecer aquela primeira noite, fomos levados até à Great Ormond Street e fizeram uma série de exames. Ao final da noite disseram-nos que o caso não era nada bom. Deram-nos uma taxa de sobrevivência entre 10 e 20 por cento. Os médicos foram muito diretos nisso. Mesmo nas noites em que achavam que ele não sobreviveria, preparavam-nos para o pior. Mas sempre apreciei da honestidade deles."

Gary Likeker jogava no Tottenham na altura. "O futebol era o único momento em que quase podia sair da minha cabeça. Estive três semanas sem treinar, mas depois pedi para voltar. Esta experiência  mudou-me como pessoa, tornei-me mais frio em muitos aspetos. Mas deu-me mais empatia, além da perspetiva das pessoas que não têm as coisas que eu tinha na minha vida."

George esteve internado durante 7 meses, durante os quais foi sujeito a várias sessões de quimioterapia. Hoje tem 30 anos.

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