João Virgínia: «Quero chegar ao topo do futebol mundial»

Guarda-redes, de 16 anos, brilha ao serviço do Arsenal

Nascido e criado em terras algarvias, João Virgínia deu-se a conhecer ao Mundo do futebol no Benfica, clube ao qual chegou em 2010/11 e representou até 2014/15. De águia ao peito conquistou o título de iniciados e juvenis. Partiu, ainda cedo, para terras de Sua Majestade para representar o Arsenal. Mas vamos por partes.

Record falou com João Virgínia, que do alto dos seus 16 anos respondeu de forma direta, correta e bem esclarecida a todas as questões que o nosso jornal lhe colocou. Mas a essa conversa já lá vamos, porque o percurso do guarda-redes que esta segunda-feira defendeu três grandes penalidades na final da Future Cup (frente ao Anderlecht) e deu o título ao Arsenal, tem pontos de interesse importantes.

João Virgínia desde cedo soube que era de luvas calçadas e entre os postes que iria escrever a sua história. Desde cedo. Bem cedo.

Guarda-redes formado no Benfica defende três penáltis num jogo
"Dos 8 aos 11 anos o João Virgínia fez todo o seu processo de evolução no treino específico na Escolinha de Guarda-Redes Luís Rodrigues, em Vila Real de Santo António, onde treinava ás terças e sextas -feiras. O João sempre foi um atleta com um potencial inato para a posição de guarda-redes. Mesmo de tenra idade, já tinha uma grande paixão pelo treino, Muito concentrado e observador a tudo o que lhe era pedido para realizar quer técnica ou tacticamente", começou por explicar Luís Rodrigues, treinador de guarda-redes que treinou João Virgínia nos primeiros passos do futebol.

"Ele nunca ficava satisfeito quando terminava o treino. Dizia sempre: mister já terminou? Ele queria sempre mais e mais... Muita das vezes, todos os atletas da Escolinha de guarda-redes já tinham abandonado o treino e nós os dois lá continuávamos mais um pouco do trabalho específico. Um apaixonado pelo treino, um autêntico "bicho"! É preciso ter em conta que o João tinha uma grande disciplina. Praticava desde muito novo, além do futebol, natação, karaté, ski e yoga. O João desenvolveu um trabalho bastante positivo durante estes 3 anos o que fez com que ingressasse nos escalões de competição do Benfica", esclareceu Luís Rodrigues que não se coibiu de apontar grande mérito "ao departamento de guarda-redes do Benfica que ajudou e muito na evolução do Virgínia".

A brilhar no Arsenal
Esteve perto do Manchester United, mas foi o Arsenal que garantiu, no arranque desta temporada, a contratação de João Virgínia. De qualidade técnica e tática acima da média, no Benfica era visto como um valor de futuro. Mas os gunners mostraram-se atentos e… levaram o craque para Londres. Agora, Petr Cech que se cuide.

Record - Como têm sido os primeiros tempos no Arsenal. Chegou no início da temporada a um novo clube, uma nova realidade. Como tem sido toda esta mudança?
João Virgínia – Têm sido muito positivos. Tenho evoluído muito como jogador e como pessoa. Está a ser uma grande etapa na minha formação. O Arsenal acolheu-me muito bem, os meus colegas e treinadores sempre me apoiaram desde o início. Todos os membros deste clube são muito respeitadores. É como uma grande família.

A adaptação ao futebol inglês e a toda essa realidade foi muito difícil?
Não, para mim não foi difícil. Adaptei-me rapidamente ao futebol em Inglaterra. As competências que me foram exigidas pelos treinadores no Arsenal, algumas já as tinha adquirido, outras assimilei rapidamente. Por exemplo, o futebol inglês é muito direto, com muitos contra-ataques e eu sempre fui muito rápido a repor a bola em jogo e a ajudar a equipa no ataque. O que demorou mais tempo, foi ultrapassar a barreira linguística durante o jogo. Um guarda-redes necessita de comunicar bem com a sua defesa, para a organizar. No jogo as jogadas são muito rápidas e tenho que comunicar muito rápido.

Jogar em Inglaterra é o sonho de qualquer jogador…
Estou em Inglaterra com o objetivo de chegar à Premier League. É o melhor campeonato do Mundo, onde a competição é elevadíssima. Sempre sonhei jogar na Premier League.

Esperava esta mudança do Benfica para o Arsenal tão cedo na sua carreira?
No futebol muito pode acontecer, as oportunidades são poucas, há que as saber agarrar. Como futebolista tive que estar preparado para tudo.

Barcelona também já sabe quem é João Virgínia
Que diferenças encontra entre Benfica e Arsenal?
São grandes clubes internacionalmente conhecidos, estão no top 3 dos clubes com mais sócios do mundo, os fans são apaixonados pelo seu clube, até os estádios são idênticos. Em termos de jogo, também não encontrei muita diferença, o Arsenal é um clube que gosta de ter posse de bola, modelo similar ao do Benfica. A diferença que encontrei no Arsenal, é que as idades não contam, conta sim a qualidade a dedicação e a força de vontade de um jogador. Por isso um jovem jogador como eu, com 16 anos, treina com os sub-21 e realiza também treinos na primeira equipa.

No Benfica trabalhou um modelo chamado "modelo de decisão", elaborado pelo departamento de guarda-redes ‘Eagle One’. Que importância teve no teu crescimento?
O departamento de guarda-redes do Benfica ajudou bastante na minha evolução. Eu considero-me um guarda-redes de decisão e o " modelo de decisão", que trabalhei no Benfica, adapta-se muito bem a mim e às minhas características.

Como se caracteriza como guarda-redes?
Sou m guarda-redes seguro, com reflexos rápidos, bom entre e fora dos postes, que joga bem com os dois pés e que gosta de ajudar a sua equipa no ataque.

Tem algum guarda-redes que siga como exemplo?
Petr Cech e Buffon. Felizmente tenho o prazer de trabalhar com um.

Onde ambiciona chegar?
Quero chegar ao topo do futebol mundial. Jogar na Liga dos Campeões e num Campeonato do Mundo. Chegar à equipa principal do Arsenal e jogar na Premier League.

Por André Ferreira
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