Keane e as queixas de Mourinho: «São lixo. Talvez o United seja demasiado grande para ele»
Keane: "Nunca ouvi tantos disparates em toda a minha vida - por que é que temos de ouvir este lixo?"
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As críticas de José Mourinho sobre a calendarização do jogos em Inglaterra estão na origem de declarações fortíssimas de Roy Keane a respeito do treinador português, nas quais o antigo capitão do Manchester United sugere que talvez o clube de Old Trafford seja "demasiado grande" para o português, classifica as últimas referências deste ao excesso de jogos dos red devils como "disparates" e "lixo".
O ataque de Keane, no papel de comentador do canal ITV Sport - também é adjunto na seleção da Irlanda - foi feito quando lhe pediram para comentar o que Mourinho disse após a qualificação da equipa para os quartos-de-final da Liga Europa frente ao Rostov, na noite de quinta-feira. O treinador do United referiu que o clube tem "muitos inimigos", arriscando mesmo: "Provavemente vamos perder no domingo [Middlesbrough]".
"Fizemos 11 jogos nas últimas seis semanas e vai ser ainda pior, o que facilitará o trabalho aos adversários. Penso que eles [federação inglesa] se estão a marimbar para as equipas inglesas que estão a jogar nas competições europeias", salientou Mourinho.
"Nunca ouvi tantos disparates em toda a minha vida - por que é que temos de ouvir este lixo!? O que ele está a dizer é um completo absurdo. Ele é o treinador do Manchester United, um dos maiores clubes do planeta, tem o plantel que tem, os jogadores que tem, e queixa-se constantemente da calendarização de jogos e da fadiga", atirou Keane.
"Estive a analisar alguns dos jogos que eles fizeram nas taças. Ele tiveram um caminho fácil, com bons sorteios. O que o homem está a dizer não faz qualquer sentido. Nunca ouvi semelhante disparate em toda a minha vida. Talvez o clube seja demasiado grande para ele... não consegue lidar com estas exigências do jogo - mas que jogos? Competições de taça? As reservas do United teriam vencido o jogo desta noite. Estou pelos cabelos com ele", reforçou o antigo médio dos red devils, em declarações bem mais contundentes do que as proferidas no final de feveiero, quando desvalorizou o progresso da equipa sob o comando de Mourinho.
A 'divergência' entre os dois homens terá começado a 20 de setembro de 2014, quando Mourinho estava à frente do Chelsea e Keane era adjunto de Paul Lambert no Aston Villa. O treinador português deslocou-se ao banco dos adversários para os cumprimentar antes do jogo terminar, quando os blues ganhavam por 3-0. Keane e Lambert recusaram apertar a mão ao português.