Mourinho diz que no seu United, "Chicharito já teria facilmente marcado 20 golos"

Treinador português frustrado com falta de instinto matador de alguns jogadores

• Foto: Reuters

O Manchester United soma 12 empates em 29 jornadas - nove em casa, três dos quais consecutivos -, o que deixa José Mourinho frustrado. O treinador português foi questionado sobre a ineficácia atacante da equipa e na resposta enviou uma dura mensagem ao plantel, mas também ao antecessor Louis van Gaal, ao voltar a envolver a venda de Chicharito Hernández, assinada pelo holandês no verão de 2015.


"Acho que o número de golos do Zlatan [Ibrahimovic] é bom para um ponta-de-lança. Dos outros - e não falo apenas do ponta-de-lança, falo dos atacantes, dos que têm liberdade para criar, que têm de atingir sempre um número de golos, o qual, somado entre eles, dá vitórias e pontos -, ninguém atingiu esse nível", começou por dizer Mourinho na conferência de imprensa onde lançou o jogo com o Sunderland (domingo, 13h30).

"Se vamos para o [Paul] Pogba, o número de bolas nos postes quase que dá para entrar no Guiness - e alguns deles seriam golos fantásticos. Aqui não se trata de um problema de qualidade e sim de sorte. [Outro exemplo] Muitos guarda-redes que são fenomenais em Old Trafford... o crédito é deles. [O que se passa é que] Temos jogadores que não estão apaixonados pelo golo. São bons jogadores, criativos, mas não são do tipo de jogador que é matador", acrescentou o treinador português, reforçanado: 

"Dou um exemplo simples: da forma como jogamos em Old Trafford, como dominamos, como jogamos na área adversária, acho que o Chicharito já teria facilmente marcado 20 golos. Mesmo vindo do banco para os últimos 10/20 minutos teria facilmente 20 golos. É um tipo que a bola vem de um ressalto e ele marca, o guarda-redes defende e ele está lá para encostar, antecipa a jogada e surge ao primeiro poste para cabecear..." 

"Mas nós, nem mesmo sem que venham do banco, temos este tipo de jogador que marca 10/20 golos e dá-nos 10/15 pontos. Jogamos bem, nem sempre, mas na maior parte das vezes, criamos muitas oportiunidade, mas não marcamos golos suficientes para a forma como jogamos. E as equipas que vêm jogar a nossa casa sabem isso, sentem isso e defendem", encerrou.

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