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No 'Soltinhos pelo Mundo', do Canal 11, internacional português falou da 'faísca' com Haaland e da ligação a Bernardo Silva
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Entrevistado no programa ‘Soltinhos pelo Mundo’ do Canal 11, Rúben Dias não fugiu às questões sobre os bastidores do Etihad Stadium. O defesa do Manchester City foi questionado sobre os duelos que trava no treino com Haaland e admitiu que nem sempre são bonitos de ver. “Treinar com o Erling? É perigoso... Quando treinamos a sério normalmente há faísca. Classifico-o como um daqueles avançados que tem de estar sempre 100 para 0... Um por cento de probabilidade é suficiente para ele fazer um golo”, explicou o internacional português dos citizens.
A relação com Bernardo Silva foi outro dos temas em destaque. E questionado sobre se olha para o compatriota e capitão de equipa como um irmão que tem em Manchester, Rúben confirmou sem hesitar: “Sim, com todas as letras. Tem muito a ver com a forma bastante aproximada como ambos vemos a vida, embora sejamos pessoas totalmente diferentes. Basta ver como eu cuido do meu corpo e ele cuida do dele.” O defesa luso, de 28 anos, abordou ainda o valor que dá à sua a mentalidade competitiva. O jogador dos citizens afirmou que foram os sacrifícios que esteve disposto a fazer ao longo da carreira que o levaram ao topo do futebol mundial. “Sou diferenciado porque sempre estive disposto a sacrificar mais do que qualquer um, em prol daquilo que quero conquistar. A consistência e a resiliência normalmente não falham. (...) Se não tens mentalidade nem vale a pena vires para aqui, porque isto vai-te expor. Não quero outra memória que não seja alto rendimento do mais alto que existe”, atirou.
Questionado sobre se é o melhor central do Mundo, Rúben Dias reafirmou a sua mentalidade. “Mais do que achar que sou, quero ser o melhor a cada momento”, salientou. E ao abordar a sua escalada até chegar à Premier League, o defesa português lembrou que o mais difícil é manter o nível e que não vê o passado e o que fez na formação como uma garantia no presente.
“O processo é duro, intenso e exigente, mas quando transitas para uma equipa profissional chegas à conclusão importante de que o trajeto brilhante que fizeste não é mais do que o ponto de partida para uma nova etapa. Apenas ganhaste o teu lugar numa nova corrida. Foi o princípio que apliquei quando cheguei ao City. Tudo o que tinha conseguido no Benfica valia zero.”
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