Presidente do Bayern aconselha Schweinsteiger a "fazer sangrar" o Manchester United
Hoeness: "Ouvi dizer que o Basti está a pensar em deixar o futebol a curto prazo"
O presidente do Bayern Munique, Uli Hoeness, voltou a comentar a situação pela qual passa Bastian Schweinsteiger no Manchester United, sugerindo agora que o antigo médio do clube bávaro devia obrigar os ingleses a pagar até ao último cêntimo que está previsto no contrato, como forma de retaliação. Para o efeito, Hoeness, que cumpriu recentemente pena de prisão por evasão fiscal, utilizou expressões fortes.
"Se fosse comigo deixava-os sangrar até ao último dia e depois dizia-lhes adeus. Jogaria golfe todos os meses, disponibilizava-me sempre para trabalhar e acompanhava a minha mulher [a tenista Ana Ivanovic] aos torneios. Um clube como aquele merece ser punido", afirmou o dirigente, que foi reeleito presidente do Bayern na sexta-feira, num encontro com adeptos.
Schweinsteiger, recorde-se, foi afastado do plantel principal no início da temporada - trabalhou com a equipa de reservas - e só no domingo integrou uma convocatória do treinador José Mourinho para um jogo da Premier League (West Ham).
O contrato do médio alemão com o Manchester United termina em junho de 2018 e prevê um salário mensal de quase 1 milhão de euros. O futebolista de 32 anos recusou recentemente propostas para jogar na liga norte-americana e nesta conversa com adeptos deixou uma pista quanto ao motivo: "Ouvi dizer que o Basti está a pensar em deixar o futebol a curto prazo. Não me parece que fosse benéficao para ele ou para nós que ele regressasse."
Recorde-se que no início do mês, em entrevista ao jornal alemão 'Abendzeitung', Hoeness, disse que o Manchester United tratava Schweinsteiger "como um leproso".