Ranieri quer acabar no Leicester

Técnico diz ser notável o que estão a fazer “na era do dinheiro” mas afasta pressão na luta pelo título

• Foto: Reuters

O Leicester caminha a passos largos para uma proeza inédita, graças aos cinco pontos de avanço que tem no topo da Premier League, a oito jornadas do fim. Mas Claudio Ranieri mantém os pés assentes no chão, não deixando de enaltecer o feito de uma equipa de quem todos esperam... o título. "O Leicester é um clube pequeno e há que ir devagar. Já conseguimos o objetivo mais importante e ganhámos o direito de disputar a Premier League na próxima época. Agora vamos lutar pela Europa e, se der, tentar a Champions ou ser campeões. Todos esperam que ganhemos a Premier League e é um feito incrível desta equipa na era do dinheiro", contou um entusiasmado Claudio Ranieri ao jornal espanhol ‘Marca’. De tal forma que, aos 64 anos, o técnico até já... prevê o seu futuro: "Estou bem no Leicester e não quero sair. Creio que será o meu último clube. Gostava de ficar seis, sete anos e retirar-me cá."

Críticas viraram elogios

Confessando ter assinado pelo clube com um projeto a três anos e a lutar pela permanência nos primeiros dois, Ranieri confessa que o grupo lhe trocou as voltas. "Tenho um balneário compacto, maravilhoso e a equipa funciona. Mas sabemos que ainda não ganhámos nada. Se o Leicester podia competir com o Real Madrid ou Barcelona? Eu nem sei que conseguimos vencer o Crystal Palace no próximo jogo... Mas não vamos mudar o estilo", explicou, rejeitando ter ficado zangado quando... recebeu críticas dos adeptos do Leicester logo depois de ter assinado. Os tais que agora o aplaudem semana após semana: "Se antes não ligava, agora não me centro em elogios mas sim no trabalho."

As analogias com o ‘seu’ Valencia e o Atlético Madrid

O Leicester tem o melhor ataque da Premier League – 53 golos, a par do vice-líder Tottenham – mas não tem muita posse de bola. E, segundo Ranieri, não é preciso. "No futebol, há muitos caminhos e cada técnico tem o seu estilo. No Valencia, por exemplo, jogávamos com transições rápidas porque havia jogadores para tal. No Leicester somos uma das equipas que falha menos passes, mas em dois ou três toques fazemos golo", disse, dando o exemplo do At. Madrid de Simeone: "O Atlético também não tinha muita posse de bola e foi campeão." E compara o Leicester com o Valencia que treinou de 1997 a 1999 e em 2004/05: "No Mestalla, construímos algo bonito, com muitos jovens e aqui também. Há semelhanças."

Por Hugo Neves
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