'Sermões' à refeição e 'ódio' aos brasileiros: Rafael da Silva não perdoa van Gaal

Em entrevista ao 'The Athletic', lateral recorda época sob comando do holandês no Manchester United

Louis van Gaal
Rafael da Silva deixou o clube em 2015
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Rafael da Silva deixou o clube em 2015
Louis van Gaal
Rafael da Silva deixou o clube em 2015

O lateral luso-brasileiro Rafael da Silva recordou, em entrevista ao portal 'The Athletic', o período em que trabalhou com Louis van Gaal no Manchester United e deixou duras críticas ao holandês que assumiu o comando técnico dos red devils no verão de 2014.

"Quando disseram que van Gaal era o novo treinador, muitos amigos ligaram-me. Eu não queria acreditar quando me disseram que ele não gosta de brasileiros, por causa do estilo de jogo. Disseram-me que a primeira coisa que iria fazer era tirar-me da equipa. Na verdade, foi a segunda coisa. No primeiro dia ele não falou comigo. No segundo dia disse-me 'podes ir embora.' Eu nem sequer tinha treinado quando ele disse aquilo...", afirmou o jogador de 30 anos, recentemente contratado pelos turcos do Basaksehir.

Rafael vai ainda mais longe e considera van Gaal "um dos piores técnicos" que encontrou ao longo da carreira. Apesar de ter sido descartado, o lateral garante que tentou "lutar pelo lugar" ao longo dessa época. "Fiquei um ano com ele, mas foi mesmo muito duro. Ele é uma das piores pessoas com quem trabalhei", assume o jogador que, um ano depois, acabou por deixar o clube de Old Trafford e rumou aos franceses do Lyon.

'Sermões' à refeição

Rafael contou que van Gaal tinha o hábito de interromper as refeições de grupo para discursar e garante que essa atitude não agradava aos jogadores.
"Todos os dias, depois do pequeno-almoço, do almoço ou do jantar, ele falava sobre o treino durante 15 minutos. Sobre o que tinha acontecido, sobre sobre a vida, sobre tudo", desabafou o lateral-direito. "Sabes quando deixas de ouvir o que te dizem porque falam demais? Ele queria mostrar que sabia falar. Todos os dias, a toda a hora! Só pensava nele próprio. 'Eu sou assim, tu respeitas-me e fazes como eu quero.' É este o discurso dele, mas os jogadores cansam-se, porque não tens de estar sempre a falar", justificou.

Por André Antunes Pereira
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