Liverpool apela a participação em testagem maciça à Covid-19

Clube disponibilizou estádio e Jürgen Klopp deixou mensagem

• Foto: liverpoolfc.com

O Liverpool deu um empurrão a um programa experimental maciço de testes à covid-19 que começa esta sexta-feira na cidade do norte de Inglaterra, ao disponibilizar o estádio e publicar um apelo do treinador, Jürgen Klopp, à participação. 

"Vamos dar luta à covid, vamos ser testados", urge o técnico alemão, num vídeo publicado na rede social Twitter. 

A partir desta sexta-feira, os cerca de 500 mil habitantes de Liverpool, assim como os que trabalham e estudam na cidade, vão poder fazer testes regulares para identificar infetados com o novo coronavírus, independentemente de apresentarem sintomas.

Cerca de 2.000 soldados foram destacados para organizar este programa, que começa no dia seguinte ao início de um novo confinamento de quatro semanas em Inglaterra. 

Liverpool é uma das cidades mais afetadas pela segunda vaga da pandemia covid-19, tendo registado na última semana cerca de 300 casos por 100 mil habitantes, o dobro da média nacional. 

Para poder testar um número tão grande de pessoas, as autoridades de saúde vão usar diversos tipos de rastreios, inclusive um teste rápido que indica os resultados em cerca de 20 minutos sem recorrer a um laboratório.

Esta sexta-feira o jornal The Guardian noticiou que este teste, que o Governo espera usar no futuro numa escala maior para combater surtos e facilitar o funcionamento de serviços, falhou mais de 50% dos casos positivos num ensaio anterior. 

"É incorreto alegar que os testes têm uma sensibilidade baixa, tendo um piloto recente mostrando uma sensibilidade técnica geral de quase 80%, aumentando para mais de 96% em indivíduos com carga viral mais alta", rebateu o Ministério da Saúde britânico.

Na quinta-feira, o Reino Unido registou 378 mortes de covid-19 e 24.141 novas infeções, contra 492 mortes de covid-19 e 25.177 novos casos no dia anterior.

O total acumulado desde o início da pandemia no Reino Unido é agora de 1.123.197 contágios confirmados e de 48.120 mortes de pessoas infetadas, mas o balanço aumenta para 60.051 quando se incluem todos os casos cuja certidão de óbito refere covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 48,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.740 pessoas dos 161.350 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Por Lusa

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