Paz podre no ataque do Liverpool: Firmino conta que Mané e Salah não se suportavam

Brasileiro, que agora joga no Al-Ahli, na Arábia Saudita, revelou num livro onde o que se passava em campo

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Roberto Firmino contou no seu livro 'Sí señor: My Liverpool Years' que Sadio Mané, que agora joga no Al Nassr com Cristiano Ronaldo, e Mohamed Salah não se davam bem no Liverpool. O avançado brasileiro, que representa o Al-Ahli, na Arábia Saudita, explica que o egípcio e o senegalês "nunca foram amigos". 

"Cada um deles era muito reservado. Era raro vê-los a conversar, não sei se isso teve a ver com a rivalidade do Egito e do Senegal nas competições africanas...", explicou Firmino. "Mas nunca deixaram de se falar ou cortaram completamente os laços, foram sempre profissionais."

O brasileiro era o elemento apaziguador no ataque dos reds. "Nunca tomei partido, por isso gostavam ambos de mim. Passava a bola aos dois, para mim o mais importante era a vitória da equipa."

Depois, contou um incidente que aconteceu com Mané em 2019, depois de um encontro com o Burnley. "Estávamos no túnel, de volta ao balneário, tínhamos ganho por 3-0. O ambiente era muitíssimo tenso. Apesar da vitória o jogo tinha sido marcado por um acesso de fúria do Sadio Mané, ao ser substituído nos minutos finais."

E prosseguiu: "As câmaras captaram tudo. O Sadio não estava chateado apenas por ser substituído. Pouco antes de ele sair, o Salah disparou à baliza quando podia ter feito um passe claro para o Mané, que estava livre na área. Eu não percebo bem inglês, mas não é preciso ser um especialista para perceber o que ele gritou quando saiu. Não foi agradável. O James Milner tentou acalmá-lo, mas o Sadio estava furioso, deitava 'fumo' no banco e gesticulava."

A tensão entre os dois jogadores era evidente no relvado. "Conhecia-os bem, talvez melhor do que ninguém. Estava no campo entre eles... Vi em primeira mão os olhares, as caretas, a linguagem corporal, a insatisfação quando um estava chateado com o outro. Podia sentir. Eu era o vínculo entre eles no nosso jogo de ataque e o bombeiro naqueles momentos. Para muitos aquele foi o primeiro desacordo entre o Sadio e o 'Mo', para outros o primeiro e o último. Mas eu sabia que isto vinha da época anterior. O meu instinto sempre foi acalmar a situação entre eles, sempre deitei água na fervura, nunca gasolina."

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