A conversa com Guardiola que ditou o adeus de Hart: «Não vejo em ti o que quero num guarda-redes»

• Foto: Getty Images

Joe Hart recordou este fim de semana, numa conversa com o podcast 'In the Stiffs', a conversa que teve com Pep Guardiola quando o espanhol chegou ao Manchester City em 2016. Aí, vindo de um Europeu onde deixou a desejar, mas com o passado de ter sido titular praticamente indiscutível desde 2010 a jogar a seu favor, o guarda-redes quis logo saber o que tinha o catalão reservado para si e a conversa não foi agradável.

"Sentia que podia acontecer, já que o Europeu não me tinha corrido bem. Por isso voltei assim que pude ao clube e sabia que tinha de o questionar sobre o que aconteceria. Estávamos na China, voei mais cedo e queria entrar pela porta e ter essa conversa. Ele conhecia muito bem o meu passado, o que eu tinha feito, como jogava. Tivemos uma conversa de duas horas que acabou com ele a dizer 'não vejo isto a funcionar'", começou por lembrar, antes de detalhar a troca de palavras entre ambos.

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"E eu disse-lhe 'era isso que imaginava, mas não posso concordar'. E ele respondeu 'serei a primeira pessoa a assumir o erro, mas o que vejo em ti não é o que quero de um guarda-redes'. E eu virei-me 'é tudo muito bonito de se dizer, mas nunca me pediram para fazer as coisas que tu gostas que os teus guarda-redes façam, por isso acho que é justo dares-me uma oportunidade'. E ele concordou 'é claro que te vou dar uma oportunidade, mas...'. E assim que ouves um 'mas' no final de uma resposta é porque a decisão está tomada", assumiu.

E apesar da relação ter acabado dessa forma, com um 'mas' que matou qualquer chance de continuar e lutar pelo lugar, Hart não deixa de elogiar Guardiola e assumir que, afinal, o espanhol até estava certo. "Queria ter a oportunidade de ser treinado por um dos melhores. Claro que não sabia como fazer as coisas, mas como poderia saber fazer algo, quando nunca me tinham pedido isso ou ensinado? Creio que ele teria razão, eu não conseguia fazê-lo. Não podia simplesmente colocar-me na equipa e esperar que eu jogasse como ele queria. Não concordei na altura, mas olhando para trás... há coisas que têm de ser feitas. Adorava ter ficado e ser parte de tudo, mas se não é o que se procura, temos de encontrar uma saída".

E a saída deu-se mesmo, desenhada em três 'atos': primeiro em empréstimos ao Torino (2016/17) e ao West Ham (2017/18), e depois, em definitivo, rumo ao Burnley, em 2018/19. Agora representa Celtic, onde é titular numa equipa onde brilha o português Jota.

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Quanto ao City, nesse ano alternou a titularidade na baliza entre Claudio Bravo e Willy Caballero, antes de em 2017/18 ter avançado para a aquisição de Ederson junto do Benfica, um guarda-redes que acabou por assentar que nem uma luva na forma como Guardiola quer as suas equipa a jogar.

Por Record
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