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Praticamente dois anos já passaram de um momentos que deixou o futebol europeu em suspenso. Em pleno Europeu de 2020 (jogado em 2021), o dinamarquês Christian Eriksen colapsou no relvado durante o encontro de abertura, numa daquelas imagens que ficará para sempre guardada na memória de todos. Na altura as emissoras procuraram não mostrá-las, mas a verdade é que, no dia seguinte, o próprio Eriksen quis vê-las. A revelação foi feita este fim de semana pelo próprio jogador, agora ao serviço do Man. United.
"Vi as imagens no dia seguinte, apenas para perceber o que tinha acontecido, para superar todas as emoções e preparar-me para o que viria. Mas nunca se torna fácil. Vês as imagens e não sabes bem o que aquilo quer dizer. Apenas observas e já está...", assumiu o dinamarquês, à margem da gala de entrega dos prémios Laureus, onde venceu o prémio de Regresso do Ano.
Nessa mesma entrevista, Eriksen assume que muito mudou na sua forma de encarar a vida. "Aquilo que aprendi foi a apenas desfrutar da vida enquanto cá estou, desfrutar daquilo que vier e jogar futebol, mesmo que seja por diversão. E se não for divertido, faz outra coisa... O meu primeiro objetivo era voltar e ser um pai a tempo inteiro e também um namorado a tempo inteiro. Isso, para mim, era o mais importante".
A recuperação foi longa, mas o dinamarquês, de 31 anos, eventualmente conseguiu voltar a jogar. Não o fez no Inter Milão, porque as leis italianas não o permitiam. E acabou por ser em Inglaterra, ao serviço do Brentford, que encontrou novamente a alegria de jogar, antes de receber nova chance para jogar na elite, agora no Manchester United. E um dos momentos que mais lhe custou, assume, foi dizer adeus ao clube que lhe deu a mão. "Passei bons momentos lá e estarei sempre grato ao Brentford e ao Thomas Frank por terem-me dado a oportunidade para voltar e ser jogador deles. Mas disse ao Thomas desde o começo que, se aparecesse algo mais entusiasmante, se me visse noutro nível, iria para lá. E felizmente apareceu o United".
Por Fábio Lima