Antigo jovem do Man. United lembra 'bronca' de Gary Neville: «Passei dez anos sem comer manteiga!»
Eddie Johnson disse ainda que Nistelrooy, a princípio, não suportava Cristiano Ronaldo
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Retirado do futebol há mais de dez anos - fechou a carreira em 2011/12, ao serviço do Portland Timbers -, Eddie Johnson recordou esta segunda-feira, em entrevista ao 'Manchester Evening News', a sua carreira como futebolista profissional, em especial a passagem no Manchester United, clube ao qual chegou em 1999, onde finalizou o processo de formação, e ficou até 2006. Em Old Trafford apenas fez um jogo pela equipa principal na Taça da Liga em 2003/04, mas os anos passados nos red devils deram-lhe muitos ensinamentos. Como por exemplo... a nível nutricional.
"Passei uma década sem comer manteiga por causa do Gary Neville (risos). Eu tinha problemas com a massa gorda, que é algo importante. Ele viu-me a colocar manteiga na minha tosta ao pequeno almoço e gritou-me, de um lado ao outro da cantina: 'Eddie, tenho a certeza que a tua massa gorda já está alta o suficiente'. E eu simplesmente congelei. E mesmo depois de sair não voltei a comer manteiga!", lembrou o antigo jogador, agora com 38 anos.
Apesar da bronca que levou e do medo que o ex-defesa gerava, a verdade é que, depois, percebeu que essas lições eram importantes. "Por vezes eu não queria ver o Gary Neville, mas quando saí percebi que ele estava simplesmente a exigir aquilo que a equipa principal exige de ti. Alguns percebem o que se passa e eu provavelmente não o fiz, mas levei essas lições para aquilo que sou agora. E agradeço muito ao clube", assumiu Johnson, que elogiou ainda Ryan Giggs e Roy Keane pela sua influência positiva.
No lado oposto da balança há três nomes a destacar. "São os únicos de quem não gostava: Barthez, Laurent Blanc e o Ruud [Van Nistelrooy]. O Laurent e o Fabien nem me prestavam atenção, o que era mau, tendo em conta que os outros eram simpáticos. Do Ruud, não diria que não gostava dele, mas ele tornou as coisas mais difíceis. O Gary Neville também, mas nunca me fez sentir inferior, algo que com o Ruud era diferente. Sentia que ele não gostava dos mais novos. A princípio ele não suportava o Ronaldo. Era ele a correr para a bola, vezes sem conta, e o Ronaldo demorava uma eternidade a passar", recorda.