Diogo Dalot sem dúvidas: «Acredito que o United está perto de voltar a competir pela Champions»

Internacional português realçou que em Old Trafford a ambição é sempre muito grande

Diogo Dalot, lateral direito do Manchester United
Diogo Dalot, lateral direito do Manchester United
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Diogo Dalot trocou o FC Porto, onde fez praticamente toda a formação, pelo Manchester United há quase oito anos. Pelo meio, teve uma época de empréstimo ao Milan, mas não deixa de ser um dos jogadores mais antigos no clube. Por isso, já se sente em casa.

"O clube, a cidade, as pessoas, os adeptos, o estádio, o centro de treinos e até o caminho para o centro de treinos têm sido praticamente a minha vida profissional. Tenho muitas memórias do meu tempo no FC Porto e das viagens entre Braga e o Porto. Aqui, a minha vida é entre a minha casa em Hale e o centro de treinos em Carrington, e vais criando memórias e associando momentos bons e maus a esses locais. Quando olho para o clube, sinto-me em casa. Às vezes é quase como se tivesse vindo das escolas do United, porque cheguei muito jovem e acabei por passar por todos esses processos: ser um jovem, depois passar para jovem promessa, começar a jogar e de repente ter uma casa aqui, cães, casar, ter filhos, ou seja, o ciclo da vida. Este clube está associado a tudo isso", começou por dizer em entrevista à CazéTV, antes de abordar as várias mudanças de treinadores que já viveu em Old Trafford.

"Obviamente, ter muitos treinadores não é o cenário ideal, mas a mim deu-me bastante porque tive de me adaptar constantemente e isso obrigou-me a sair da minha zona de conforto e a responder à exigência que um clube destes deve ter. Estando num clube como o Manchester United, se não estás habituado a ganhar e a tentar ser melhor todos os dias, então estás no sítio errado. Claro que essa adaptação não tem acontecido nas condições que eu mais gostaria, porque queria estar a competir pela Premier League e pela Liga dos Campeões, mas acredito sinceramente que o clube está perto de voltar a esse nível", acrescentou.

O Manchester United é o clube mais vezes venceu a liga inglesa, a par do Liverpool, com 20 títulos. Contudo, não festeja o título de campeão inglês desde 2013. Ainda assim, o internacional português explica que as expectativas dos adeptos estão sempre lá em cima.

No ano passado acabámos em 15.º na Premier League e um ano depois terminámos em 3.º
Diogo Dalot

"No início de cada época, o adepto do United acredita sempre que vamos ganhar a Premier League e a Liga dos Campeões, e isso é o que mais me apaixona neste clube. Não interessa o que aconteceu na época anterior. No ano passado acabámos em 15.º na Premier League e um ano depois terminámos em terceiro. Nada garante que no próximo ano não possamos ganhar a Premier League ou a Liga dos Campeões. Em agosto, no dia em que começar o campeonato e no primeiro jogo em Old Trafford, tenho a certeza que os 70 mil adeptos que lá estiverem vão voltar a acreditar que podemos ganhar a Premier League", afirmou, realçando o papel que a equipa tem na gestão de expectativas.

"Agora, também já estou aqui há tempo suficiente para perceber que é preciso ter equilíbrio emocional, pela montanha-russa que muitas vezes acontece aqui ao longo da temporada. Nós, jogadores e equipa técnica, temos de ser os mais equilibrados a gerir estas emoções, mas sem nunca perder a ambição de querer ganhar, porque o clube vive disso. Aquilo que os adeptos querem não é tanto sentir que jogas desta ou daquela maneira, mas sim que estás disposto a dar tudo pelo clube, que sais daquele campo com a sensação de que não podias ter feito mais. Claro que temos de ter jogadores de qualidade e um futebol atrativo, que para o adepto do United é jogar para a frente, é transição rápida, é acreditar até ao último minuto que vamos ganhar o jogo", explicou o lateral.

Os red devils estenderam a ligação com Michael Carrick até 2028 como treinador principal e Dalot deixa muitos elogios ao treinador inglês.

"O Carrick soube transmitir-nos isso na forma como comunicou connosco e nas reuniões que tivemos. A grande vantagem dele é que ele sabe perfeitamente o que é jogar em Leeds fora de casa, ou em Stamford Bridge. Ele sabe o tipo de ambiente que vamos encontrar, ele sabe o que é jogar na Liga dos Campeões. Na minha opinião, isso traz vantagens, porque além da parte teórica do treinador, ele esteve lá dentro do campo e sabe o que vai acontecer. Eu acho que essa foi a grande vantagem dele, para além de já se sentir em casa, já conhecer as pessoas e o espaço. Além de um grande jogador, está também a criar uma boa carreira como treinador", concluiu.

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