Graeme Souness diz que Bruno Fernandes não é um líder e atira: «Não iria para as trincheiras com ele»
Antigo técnico, que foi capitão do Liverpool, considera que o português não impõe exemplo
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Dois meses passaram desde o descalabro do Manchester United em casa do Liverpool (derrota por 7-0), mas os acontecimentos desse dia continuam bem vivos. Tanto na mente dos adeptos dos red devils, como também dos comentadores. E um dos nomes que, desde então, tem estado sob a mira destes é Bruno Fernandes, médio português que nesse jogo não teve dos seus melhores dias. Ora, ao olhar para esse dia, Graeme Souness considera que é o melhor exemplo de que o médio não pode ser capitão do Man. United.
"Ele obviamente que não é um líder. É algo bem claro. A atitude dele quando estavam a perder 3-0 em casa do Liverpool foi terrível. Certamente que não quereria estar nas trincheiras com ele, mais claro que isso é impossível", apontou o antigo técnico, no podcast 'William Hill's Up Front with Simon Jordan'.
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Souness diz ainda não entender por que Ten Hag defendeu o português. "Creio que é mais um exemplo da gestão moderna, é o futebol atual. Só há um clube neste país em que isso não acontece, que é o Manchester City, onde o 'manager' é todo-poderoso. [No Man. United] o 'manager' é apenas o líder no nome. Ele acha que o Bruno Fernandes é um bom jogador, que será uma estrela quando eles estiverem no topo. É criativo e um talento incrível, mas mostrou outro lado nesse dia em Anfield, algo que é muito pouco atrativo. O Erik ten Hag optou por deixar passar, porque sabe que o Bruno lhe vai ganhar jogos e marcar golos. Mas na cabeça do treinador, ele saberá se o Bruno Fernandes irá desaparecer do jogo quando as coisas ficarem difíceis outra vez? Acho que ele já sabe a resposta...", acrescentou o antigo jogador, que foi capitão do Liverpool entre 1981 e 1984.
E é com esse conhecimento de causa que explica o que é ser o capitão de equipa. "Quando te tornas capitão, tens de dar o exemplo no campo e fora dele. Para ser um clube de futebol bem sucedido, tens de ter bons jogadores experientes e profissionais. Olho para o meu exemplo, assim que entrei no Liverpool, a forma como mudei em sete anos lá e a pessoa que era quando saí. Não era o melhor jogador quando entrei, mas aprendi com jogadores incríveis e, sete anos depois, tornei-me experiente. Gosto de pensar que passei bem a informação".