Hatice Cengiz, noiva do jornalista Jamal Khashoggi assassinado em outubro de 2018, apelou à Premier League para quer impeça a compra do Newcaste por parte do Fundo Saudita de Investimento Público, controlado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.
Segundo o 'The Guardian', os advogados de Cengiz enviaram uma carta, questionando a origem dos 300 milhões de libras previstos para a concretização do negócio assim como a intenção.
"Seria uma ofensa para os princípios-base da Premier League e arruinaria a sua reputação se permitissem que o príncipe herdeiro e as autoridades sauditas utilizassem esta aquisição para tentar reparar a sua imagem internacional", considerou o advogado de Hatice Cengiz.
A Amnistia Internacional e BeIN Sports já pediram há dias à Premier League para travar a compra do clube.
Além dos receios económicos, existe ainda a preocupação de que a operação financeira sirva apenas para maquilhar a imagem do governo saudita no exterior. "Não cabe à Amnistia Internacional dizer quem deve ser dono do clube. Mas é preciso que todos os interessados saibam que a aquisição nada mais é que do que uma lavagem desportiva", declarou Felix Jenkins, um dos diretores da organização no Reino Unido, que também levantou questões à Premier League: "Se o príncipe, graças à fortuna da Arábia Saudita, compra o Newcastle, como é que isso pode ser positivo para a imagem da Premier League? Enquanto questões acerca dos direitos humanos na Arábia Saudita continuarem sem ser tocados, a Premier League está a colocar a sua reputação em risco por alguém que quer usar o prestígio da competição para esconder ações profundamente imorais, contra as leis internacionais e os valores da Premier League."