Pedro Porro tem consciência de que o Tottenham não vive um bom momento, principalmente na Premier League, mas deixou a mensagem aos companheiros de equipa de que no futebol tudo pode acontecer e que não será impossível virar a eliminatória com o Atlético Madrid na Liga dos Campeões - os ingleses, recorde-se, perderam por 5-2 no encontro da primeira mão dos oitavos de final que ficou marcado pela substituição do guarda-redes dos spurs logo aos 17 minutos.
"Quando as coisas melhoram um pouco, dás um passo em frente, mas logo a seguir dás três para trás e mentalmente é duro. Digo aos meus companheiros que isto pode mudar em 10 minutos. Se calhar marcas três golos em 15 minutos e a dinâmica muda logo. Mas, por agora, não nos sai nada e é preciso trabalhar", referiu numa longa entrevista ao jornal 'As', em jeito de antevisão ao jogo de amanhã da segunda mão (20h).
"Deixei a mensagem logo após o jogo: quem não acreditar, que fique em Madrid. Aqui em Londres pode ser um jogo diferente. É verdade que na Premier não ganhamos, mas na Europa não perdemos há quase 20 jogos. Nas meias-finais contra o Bodo, fizemos o 2-0 muito rápido, por exemplo. Ninguém pode dizer que não, e a mensagem é essa: quem não acreditar, que fique em Madrid. Chamem-me louco, mas num jogo marcas um golo e tudo pode mudar".
Sobre a polémica substituição de Antonin Kinsky aos 17 minutos, após sofrer três golos em 9', Pedro Porro explicou que foi entendida como "proteção" por parte do treinador: "O treinador, do meu ponto de vista, fez bem, quis protegê-lo. Nós não pensamos que ele o tirou por ter cometido dois erros. O 1-0 do Marcos é um golaço, e ali não podes fazer nada, mas o resto pode acontecer a qualquer um. Vi com bons olhos o facto de ele o querer proteger. Se calhar, se o deixas ficar, faz três ou quatro defesas logo a seguir, nunca se sabe".
Pedro Porro recordou, na mesma entrevista, a saída de Espanha para o Sporting, onde diz ter encontrado "estabilidade". "Saí de casa muito novo e isso também te faz amadurecer, ter as coisas claras na vida. Joguei o primeiro ano como profissional em Espanha, o segundo também. Não joguei tanto no Valladolid como gostaria e tive de sair de Espanha para fazer a minha vida, procurar estabilidade. E encontrei-a. Quando trabalhas e tens objetivos na vida, tudo se torna mais fácil. Depois as coisas podem chegar ou não, mas tive a sorte e sou um privilegiado por me terem chegado. Mas sair assim dá-te um nível de maturidade muito grande. Torna-te mais forte".
Ao longo da carreira, o internacional espanhol já teve a oportunidade de ser orientado por vários treinadores, incluindo Ruben Amorim, Antonio Conte e Postecoglu. Pedro Porro prefere não destacar apenas um: "Cada um tem a sua forma de trabalhar. Aprendi algo com todos eles, e é isso que levo comigo. Poderia falar muito sobre cada um. Alguns treinadores marcam-nos muito, e estou muito feliz com todos eles porque souberam guiar-me e deram-me conselhos que segui. Não destacaria um em particular; levo comigo tudo o que aprendi, por menor que seja, com todos eles. Tive muita sorte de ter tido todos os treinadores que tive".
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