Jesse Lingard renasceu no West Ham. A equipa-sensação desta edição da Premier League é quarta classificada, luta por um lugar na Liga dos Campeões e tudo corre sobre rodas ao jogador que se encontra emprestado pelo Manchester United e que parece ter-se reencontrado com o seu melhor futebol.
Lingard chegou aos hammers em janeiro e soma já 9 golos e 4 assistências, em 10 jogos. Agora sente-se feliz, mas nem sempre foi assim e não esconde que passou por momentos complicados. Entre 4 de fevereiro de 2018 e 26 de julho de 2020 não marcou qualquer golo; habituou-se a ver memes e até apostas em como não marcaria nos jogos seguintes.
"Podia facilmente ter deixado tudo durante o confinamento. Podia dia ter dito 'deixo a rir'. Não estou a falar em retirada, mas em dar-me a mim próprio um tempo", contou o médio ofensivo, de 28 anos, no programa 'Presenting'.
"Eu já não me sentia o mesmo. Nem quando jogava... Não queria estar ali, a minha cabeça estava noutro sítio. Não estava concentrado e quando me via jogar pensava 'não és tu'. Mais: sentia-me feliz no banco. Quando estás tenso e stressado, não podes jogar", prosseguiu Lingard.
O jogador vivia na sombra da depressão. "Falei com o clube e com a minha mãe, que sofre de depressão crónica e que está sempre disponível para me ajudar. Os dois ajudaram-me a voltar ao caminho certo", acrescentou, contando alguns episódios por que passou. "Se jogássemos às 20h00 e nos concentrássemos no hotel nesse dia, eu dormia das 14h00 às 16h00, fechava as cortinas e acordava na escuridão. Não queria ver a luz do sol."
Os médicos aconselharam-no a mudar este procedimento. "Disseram-me para quando acordasse de manhã, saltasse da cama e abrisse logo as cortinas. São pequenas coisas que podem fazer-nos mudar de atitude", contou o jogador, que agora voltou a ser "o verdadeiro Lingard". "Merecia jogar mais".
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