Carlos Carvalhal rendido a Bruno Lage: o "diplomata perfeito" que pode ser "um bom presidente"

• Foto: Paulo Calado

Quando há quase 20 anos comandava o V. Setúbal e se encontrou pela primeira vez com Bruno Lage, Carlos Carvalhal estava longe de pensar que, em 2022, o seu ex-pupilo estaria no principal campeonato do Mundo, a comandar a equipa que, no seu entender, vem assinando "a maior história de sucesso da Premier League". Ao 'Mirror', Carvalhal não poupa nos elogios ao timoneiro do Wolverhampton e até o aponta a outros voos... na política.

Mas primeiro a conversa arrancou pelo início da relação entre ambos, há quase 20 anos. "Eles [Lage e um amigo] estavam lá todos os dias, a observar, a perguntar-me sobre o treino e assim. Começámos a falar e criámos uma relação. Depois fui para o Belenenses e na época seguinte eles estavam lá outra vez. Não podia acreditar. Disse para mim 'estes dois rapazes!' Encontrámo-nos de novo e quando recebi o convite para comandar o Sheffield Wednesday, disse ao Bruno para vir comigo. Foi muito interessante para ele estar comigo, para aprender e saber que nem tudo é um paraíso", começou por dizer.

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Olhando ao trabalho que Lage tem feito, Carvalhal não esconde o orgulho. "Para mim é o melhor projeto que vi em Inglaterra até agora, pois os recursos que tem em mãos são muito limitados. É algo incrível. Para mim é a maior história de sucesso da Premier League. Sim, o Manchester City está muito bem, mas todas as pessoas o esperavam. Mas ninguém esperava ver o Wolverhampton naquela posição e o Bruno fazer este trabalho fantástico. Não podemos colocar muitas expectativas no Wolverhampton, pois vivemos com a Covid, lesões... Mas se ele tiver sorte, se evitar lesões, pode fazer algo fantástico. Mas já está a conseguir coisas incríveis", elogiou o atual treinador do Sp. Braga, que esta semana tem marcado um encontro com o seu ex-pupilo.

"Sempre foi alguém que quis aprender. Lembro-me de fazer conferências de imprensa no Sheffield Wednesday, voltar à sala dos treinadores e ele estar a vê-las no portátil. Eu perguntava-lhe 'que estás a fazer, Bruno?' Ele queria aprender sobre tudo, sobre comunicação, como falar, o que dizer e como lidar com as situações. Mas a realidade é que se ele aprendeu connosco, nós também aprendemos com ele. Era jovem, mas também nos ensinou. É uma pessoa muito natural, humilde, que sabe a importância de ser otimista e positivo. É muito entusiasta, quer aprender e melhorar. Sentes o seu entusiasmo a toda a hora. Digo-lhe por vezes que temos de ser malucos. Quando perdemos temos de dizer alguma maluquice, fazer algo louco para mudar o ambiente. É por isso que digo as minhas 'tiradas'. Mas o Bruno é inteligente e melhor do que eu no que à relação com os donos e o presidente diz respeito. Eu não tenho a mesma paciência. É muito bom nisso. Digo-lhe que pode ser um bom político, autarca ou presidente. É um perfeito diplomata. Muito melhor do que eu. Aprendo imenso com ele!", finalizou.

Por Record
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