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Diogo Camacho: «Bruno Lage dá muita importância à análise»

Foto: Amândia Queirós/Movephoto
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Analista do Wolverhampton esteve no World Scouting Congress

O quinto painel do dia do World Scouting Congress contou com a presença de Diogo Camacho, Tiago Fonseca e Tiago Pinto, analistas de Wolverhampton, Famalicão e Boavista, respectivamente. Apesar de ter apenas 23 anos, Diogo Camacho tem já uma grande responsabilidade no clube inglês.

"No Wolverhampton temos dois analistas, o que demonstra bem a atenção que o Bruno Lage dá à análise. Eu estou mais focado na análise da própria equipa, enquanto o Jhony Conceição está mais responsável pela análise dos adversários. Há ainda analistas da estrutura do clube, pelo que somos cinco a ajudar a equipa principal. Um trabalha com a academia, um com os dados estatísticos, um com as bolas paradas e guarda-redes e eu e o Jhony. O nosso objetivo é passarmos a mensagem da forma mais clara possível", começou por explicar, dando ainda uma explicação mais a fundo das suas funções: "Pela questão cultural pode haver diferentes maneiras de ver o jogo [em Portugal e em Inglaterra], mas o nosso trabalho é dominarmos o jogo. Podemos ter a nossa opinião, mas temos de nos adaptar aos treinadores. A nível de análise nota-se a diferença entre os jogadores com uma boa formação, que fazem mais questões sobre o seu desempenho, e os restantes".

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Por seu lado, Tiago Fonseca deu ênfase à necessidade de o analista se adaptar ao treinador: "O analista consome muitos jogos, a equipa técnica tem outras preocupações, como pensar no processo de jogo e guiar a cabeça dos jogadores. Eu nunca fiz parte de uma equipa técnica, trabalhei sempre com estruturas. Esta será a minha oitava equipa técnica em quatro anos e meio e o mais importante é conhecermos o jogo. Depois só temos de ajustar pormenores. Considero que esta é uma área fundamental para se iniciar o percurso no futebol para se perceber quais são as tendências do jogo. Acho fundamental termos mentores".

Por fim, Tiago Pinto assumiu que o facto de trabalhar com Petit, treinador que teve uma longa carreira como profissional, é desafiante. "Cada vez mais as pessoas se preocupam com o essencial, as equipas preocupam-se com o que querem fazer e com a sua forma de estar e não com o que A,B ou C podem fazer. O facto de o meu treinador [Petit] ter estado a um nível muito alto é também uma responsabilidade para mim, é importante a informação chegar o mais filtrada possível para não haver entrelinhas. Um momento de dúvida pode significar uma vitória ou uma derrota", rematou.

Por Diogo Matos
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