Gonçalo Ramos e a mudança do PSG para o Milan: «Adoro sentir-me importante»

Gonçalo Ramos
• Foto: EPA

Gonçalo Ramos vai viver um dia muito especial esta quarta-feira, quando defrontar o Benfica, clube onde se formou, agora ao serviço do Milan. Antes, o avançado português deu uma entrevista à UEFA TV, onde falou sobre o que o levou a deixar o Paris Saint-Germain, vencedor das duas últimas Ligas dos Campeões, para rumar a Itália.

"A grandeza do clube atraiu-me imenso. É impossível dizer que não a um clube deste tamanho e desta grandeza", começou por dizer, garantindo também que não sente o facto de ter sido a contratação mais cara da história dos rossoneri, ao custar 74 milhões de euros.

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"Não sinto a pressão de ser o jogador mais caro. Claro que há pressão mas, acima de tudo, a pressão é de representar um grande clube. Ter a exigência de ganhar, de trazer títulos para o clube. Maior pressão do que essa não existe", acrescentou.

Além de referir que a vontade que sentiu da parte dos responsáveis do Milan em contar consigo foi decisiva, Gonçalo Ramos também destacou a diferença em relação ao papel que tinha no PSG. "Adoro estar nesta posição, adoro sentir-me importante. Sei que tenho capacidade para ajudar, não só com golos, porque mutias vezes é só isso que as pessoas veem. Quem joga sabe que o futebol é muito mais do que isso. Sou um avançado que contribui imenso para a equipa. Para trazer essa vontade e tentar incutir essa mentalidade vencedora, que sinto que tenho e que posso trazer para cá. Só quero ganhar", afirmou.

Isto em contraponto, como referido, com a realidade bem diferente no gigante francês, onde se tornou o suplente com mais golos na história do clube. "De certa forma, era o meu papel lá. Não jogava muitas vezes a titular, saía muitas vezes com suplente. Acabei por ter de abraçar o desafio dessa forma. Nunca iria baixar os braços por jogar menos ou por ser suplente. Demonstrei o meu valor dessa forma. Aprendi imenso dentro e fora de campo com o míster Luis Enrique e com todos os grandes jogadores que estão lá. Os melhores do Mundo estão naquela equipa. Foi uma aprendizagem diária. Trago um pouco do que aprendi com eles", concluiu.

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Por Pedro Gonçalo Pinto
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