A relação do treinador português Ruben Amorim com o internacional croata Luka Modric foi alvo de uma interessante análise da ‘Gazetta dello Sport’. O diário italiano dedica um grande artigo à forma como Amorim pretende gerir a utilização do experiente médio de 40 anos e destaca que a comunicação entre ambos será essencial.
Um dos primeiros pontos analisados é a vontade de Amorim em quebrar a dependência que o Milan tem para com Modric. A qualidade de passe e circulação de bola do médio, associadas às qualidades de liderança que sempre demonstrou na turma italiana, fazem com que a equipa sofra em demasia quando Modric não vai a jogo. Amorim quer encontrar formas de continuar a potenciar estas características do jogador, mas sabendo de antemão que este não poderá ser titular em todos os duelos dos milaneses.
É aqui que entra o trabalho realizado com outros elementos do plantel. O médio suíço Ardon Jashari, de 24 anos, é visto como um jogador que tem enorme margem de progressão e que tem realizado prestações que deixaram Amorim satisfeito. Tem de continuar a evoluir, permitindo assim o tal descanso que será essencial para o croata.
Depois temos Yunus Musah, norte-americano de 23 anos, que tem correspondido de forma muito positiva às exigências do português. Mostrou serviço na pré-temporada, afastou um pouco a ideia de ser um prodígio que nunca mais explode e esteve em bom plano nos dois primeiros duelos da Serie A.
Também Rabiot e Comotto, este último com um futebol semelhante ao de Modric, serão também o garante de algum equilíbrio defensivo, no caso do francês, e uma boa dinâmica no que diz respeito aos passes em profundidade, com o italiano.
Feitas as contas, Amorim pretende que todos os elementos do plantel que atuam no miolo se desdobrem de forma eficiente para permitir o essencial descanso de Modric, que dentro de uma semana cumpre 41 anos mas continua a ser um dos jogadores mais determinantes do plantel rossonero.