Ibrahimovic: «Trago presentes para os 27 filhos, dois estão na Suécia e 25 em Milanello»

Avançado sueco aponta grande ambiente que se vive no Milan e admite sentir-se "em casa" no clube e na cidade

• Foto: EPA
Zlatan Ibrahimovic tem sido peça fundamental no AC Milan dos portugueses Rafael Leão e Diogo Dalot e concedeu uma entrevista à revista 'Sport Week' na qual abordou várias questões relacionadas com a vida desportiva, mas também pessoal.

O avançado sueco admite que nunca teve uma personalidade fácil, mas que hoje em dia as prioridades mudaram um pouco. "Sou egocêntrico. Se não me tivesse posto à frente de tudo não estaria aqui. Só há um Ibra, não é? Eu. Mas na minha vida, fora do campo, agora os meus filhos estão antes de mim. Maximilian e Vincent estão primeiro, claro. E também a minha conta bancária (risos)!", afirma Ibrahimovic, que garante que no Milan e na cidade de Milão se sente "em casa".

"Joguei em muitos clubes e tenho respeito por todos, com grandes memórias. Mas o Milan é o clube onde me sinto em casa. Vou a Milanello todas as manhãs e não tenho pressa de voltar para casa, porque estou em casa. Senti-me assim desde a primeira vez que vim para Milão, em 2010. Com Galliani e Berlusconi, com a equipa, todos os que lá trabalhavam, foi outro sentimento, outro ambiente e eles faziam com que todos se sentissem em casa. Fazes o que queres, mas tens de apresentar resultados. Gostei disso porque pude ser eu próprio e ao mesmo tempo joguei num dos maiores clubes do mundo. Por isso o Milan é o melhor para mim. Tenho muitos amigos em Milão e não vai ser estranho morar lá mesmo que depois de parar de jogar", justifica.

Apesar dos 39 anos, o avançado sueco diz que o segredo para o sucesso está na vontade de ser o melhor em tudo, reconhecendo que mais do que marcar golos, importa fazer a diferença. "Já fiz muitos golos, mas o mais importante é ter feito a diferença em campo. Para muitos, parece impossível que eu, com quase dois metros de altura, possa fazer o que faço. E não fiz só uma vez, fiz muitas vezes. Quando eu era pequeno tinha na cabeça ser o mais completo possível, não queria ser bom só no drible, no remate ou no cabeceamento. Eu queria ser o mais forte em tudo, esse é o meu segredo. Quando faço algo, tenho que conseguir. Quando estou na quadra, estou 200% concentrado e espero o mesmo de todos os meus companheiros", analisa.

Depois de recentemente ter oferecido um Play Station 5 aos companheiros do Milan, Ibra assume que a equipa vive um bom momento, com um grande ambiente, mas avisa que é preciso continuar. "Eu sou o pai Natal, sou em quem traz presentes aos meus 27 filhos, dois estão na suécia e os outrso 25 em Milanello. Este ano estamos de parabéns por aquilo que fizemos e estamos a fazer. Perdemos muito poucos jogos. Não sei se graças a mim, mas fiz algo. Quando cheguei [em janeiro de 2019] o Milan era décimo segundo. E já tinham escrito o final, já tinham julgado antes de ver os resultados. Em vez disso, chegámos ao topo, temos provado isso e temos que continuar assim", conclui.
Por André Antunes Pereira
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