Ruben Amorim e a falta de golos de Gonçalo Ramos no Milan: «Nunca vou dizer que deve correr menos»

Treinador português falou sobre os primeiros meses da experiência como treinador dos rossoneri

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Ruben Amorim no Milan-Lecce
Ruben Amorim no Milan-Lecce • Foto: AP
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Com a pausa para os jogos de seleções terminada, o futebol de clubes está de volta. Ruben Amorim vai ter oportunidade de perceber a evolução do 'seu' AC Milan no domingo, na visita ao Sassuolo, um jogo no qual vai à procura de engatar vitórias consecutivas, isto depois do triunfo frente ao Lecce. Certo é que o treinador português não esconde estar a viver um sonho ao serviço dos rossoneri.

"Penso que toda a gente sabe que o Milan é um dos meus clubes desde criança porque toda a história do Milan está ligada às equipas portuguesas. Quando era miúdo, o Milan era a melhor equipa de Itália e Itália era o melhor campeonato do mundo. Por isso, acompanhei este clube desde muito novo. Mas não foi apenas isso. Senti uma ligação com o clube, com o momento que está a atravessar, e depois com tudo o que fizeram para me trazer para cá. Senti que era o passo certo para mim. Até agora, tem corrido mesmo bem. Houve grandes momentos e, por vezes, momentos difíceis, mas isso faz parte da experiência. Estou muito feliz por estar aqui e sinto uma grande responsabilidade em ajudar este clube a regressar ao lugar que merece", confesso, em entrevista à DAZN Itália.

Ruben Amorim voltou a falar também sobre Gonçalo Ramos, a contratação mais cara do clube, ainda sem o rendimento esperado. "Nunca vou dizer que o Ramos deve correr menos e nunca o direi a outro jogador. Antes de mais, o mais importante é que estamos a marcar golos, e é isso que conta. Depois, sei perfeitamente que um avançado precisa de marcar e ele vai fazê-lo. Se olharem para a seleção portuguesa, penso que teve menos oportunidades para marcar. Às vezes, o futebol é assim, mas ele está a trabalhar muito e, se estamos a marcar golos, também é graças ao Gonçalo Ramos. Só tem de continuar a ajudar a equipa e a fazer aquilo que tem feito. Os golos vão chegar de certeza", disparou.

Além disso, falou sobre o seu tempo no Manchester United, como algo que o levou a aprender. "A experiência que acumulámos nos outros clubes ajuda-nos em cada desafio. Itália é mais parecido com Portugal. É um tipo de pressão diferente, porque as pessoas fora do clube vivem a equipa de uma forma realmente apaixonada. Estou habituado a viver com isso. Em Inglaterra é um pouco diferente, obviamente. O Manchester United é um clube global, tal como o Milan, por isso tudo aquilo que fazemos tem uma dimensão maior, e isso ajudou-me a tentar comportar-me da melhor forma aqui no Milan", destacou.

"Na minha cabeça, tudo aquilo que vivi ao longo da minha carreira serviu para chegar a este ponto, a este clube tão especial, e estar preparado para o ajudar. Sei que toda a experiência que tive no passado me vai ajudar tanto nos momentos positivos como nos momentos difíceis desta equipa", rematou.

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