Ruben Amorim questionado em Itália: os quatro problemas que tem de resolver no Milan
Treinador português tem uma vitória nos últimos cinco jogos no comando dos rossoneri
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Ruben Amorim foi para a paragem de seleções com o balão de oxigénio mais cheio, depois do triunfo e da exibição convincente diante do Lecce (3-0). Só que o regresso da Serie A chegou acompanhado de um empate do Milan com o Sassuolo (1-1), pelo que, no fim de contas, os rossoneri têm somente uma vitória nos últimos cinco jogos. Para já, sem demasiadas consequências, já que o gigante italiano ocupa o 5.º lugar, a 4 pontos do líder Inter, mas a imprensa transalpina já começa a dissecar o que falta ao futebol de Amorim.
A Gazzetta dello Sport detalhou os quatro problemas que o português tem de resolver, também para evitar a impaciência e insatisfação de Gerry Cardinale, dono do clube. Começando pelo que acabou por valer o empate com o Sassuolo: a concentração. O jornal italiano detalha como o Milan "desligou a ficha" depois de se colocar em vantagem. "Em cinco minutos, concedeu três ocasiões em contra-ataque, desequilibrado, como se fosse o Milan a ter de recuperar do prejuízo", pode ler-se. "O Milan nunca é cínico, às vezes perde a concentração e revela dificuldades em ler os diferentes momentos do jogo", completa.
O segundo problema é a experiência. "E se faltar liderança?", questiona. "Amorim ouviu esta pergunta e respondeu que não, que não se trata de um problema de mentalidade, mas sim de experiência. De facto, a equipa tem muitos jogadores jovens e muitos que não estão habituados à Serie A", refere a publicação, que aborda os casos de Diego Moreira, Gonçalo Ramos, Estupiñán, Cissé ou Hutchinson. "Não foi por acaso que o golo nasceu entre Zadar e Paris: Modric para Rabiot. Os dois milanistas que já viram de tudo no futebol", refere.
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O processo ofensivo também é visado, com críticas ao facto de o Milan rematar pouco. "Mantém muita posse de bola mas remata pouco. Até agora tem resolvido o problema com uma excelente eficácia concretizadora, mas é preciso mudar de ritmo", sublinha, antes de se debruçar sobre Gonçalo Ramos. "Parece muitas vezes isolado. Movimenta-se bastante, mas dispõe de poucas oportunidades na área, enquanto Pulisic só apareceu na ponta final para isolar Chukwueze", aponta.
Por fim, o derradeiro problema é definir a identidade da equipa. "O Milan às vezes veste-se de forma elegante, outras vezes desportiva, e quase nem se reconhece. Primeira mudança: a equipa que queria pressionar alto e impor um ritmo intenso passa, por vezes, para uma gestão mais pausada. Segunda: o 3-4-2-1 transformou-se numa linha de quatro defesas nas últimas semanas e voltou a aparecer após o intervalo em Reggio Emilia", destaca, antes de resumir, já a pensar no compromisso da Liga Europa: "É a abordagem correta, mas também perigosa, porque o Milan está no início do seu percurso e não é fácil consolidar certezas. Como Amorim dizia em setembro, é importante ganhar tempo através das vitórias. Durante a semana o risco aumenta, pois em Salzburgo prevê-se frio à noite e rotação na equipa. Amorim não mudará apenas a postura tática, mudará também os intervenientes. Um duplo salto mortal."