_

Andrea Pirlo, o arquiteto que fala com os pés

Andrea Pirlo – o arquiteto que fala com os pés
• Foto: REUTERS

O Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, foi palco esta noite de um jogo marcante na carreira do italiano Andrea Pirlo. O médio da Juventus completou 100 jogos com a camisola azzurra e ajudou a Itália a vencer o México, por 2-1, em jogo do Grupo A da Taça das Confederações. Pirlo marcou de livre o golo inaugural do triunfo por 2-1.

Aos 34 anos, o jogador nascido na pequena cidade de Flero, na Lombardia, tornou-se apenas no quinto jogador do seu país a fazer 100 jogos na seleção, atrás de Fábio Cannavaro (136), Gianluigi Buffon (128), Paolo Maldini (126) e Dino Zoff (112).

PUB

A sua grande mestria técnica, aliada a uma visão de jogo única, fizeram de Pirlo um dos melhores jogadores da sua geração, elogiado por companheiros e adversários. Para uns, é o “arquiteto”, outros chamam-lhe “o professor” ou até mesmo “mozart”, mas talvez a melhor definição de Andrea Pirlo tenha sido feita pelo seu antigo treinador no Inter e na seleção nacional, Marcello Lippi: “Pirlo é um líder silencioso, ele fala com os pés”.

Não deixa de ser curioso que nos primeiros anos da sua carreira Pirlo tenha lutado por se afirmar, precisamente no Inter de Lippi. Depois de ter brilhado no Brescia a transferência para o Inter prometia lançá-lo de forma definitiva no primeiro plano do futebol italiano. Mas isso não aconteceu e Andrea Pirlo andou emprestado ao Reggina e ao próprio Brescia.

Foi só com a transferência para o Milan, em 2001, que o médio conseguiu ser reconhecido como um líder, apesar da partilhar o meio campo com jogadores como Rui Costa ou Kaká. Isso não o impediu de assumir um protagonismo cada vez mais destacado, no Milan e na seleção de Itália.

PUB

Foi com ele ao leme que o Milan ganhou a Serie A em 2003/04 e 2010/11 ou a Liga dos Campeões em 2002/03 e 2006/07. E foi ele o jogador chave da seleção italiana que venceu o Mundial de 2006, na Alemanha, batendo a França na final.

Com a camisola de Itália já se havia habituado a vencer bem cedo, quando fez parte da equipa campeã da Europa de 2000, no escalão de Sub-21. Mais tarde, ajudou à conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2004 e, claro, foi uma das figuras da equipa que chegou à final do Euro’2012.

A sua capacidade de marcar livres de longa distância também já lhe valeram 13 golos com a camisola de Itália, como o provou este domingo, frente ao México, no Estádio Maracanã.

PUB

Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Itália Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB