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Miccoli lembra 'futeboladas' na prisão e revela por que ia sempre à baliza: «Nunca me armava em craque...»

Miccoli recorda jogos de futebol na prisão e partilha memórias
• Foto: AP

Fabrizio Miccoli concedeu este sábado uma entrevista de carreira à 'Gazzetta dello Sport', na qual passou em revista a passagem algo atribulada pela Juventus, os momentos de sucesso noutras paragens e também os meses passados na prisão, por causa de um caso de extorsão com auxílio da máfia. Aí, durante esses seis meses, manteve bem viva a sua paixão pela bola, mas com uma 'nuance': jogava sempre à baliza. E a justificação é peculiar.

"Atiraram-me uma piada: 'Fabrizio, aqui matamo-nos por duas coisas: as cartas e a bola'. Percebi a mensagem. Por isso, punha-me entre os postes e, nas raras vezes em que jogava a avançado, nunca me armava em craque, mexia-me sempre com o travão de mão puxado. Jogávamos uma hora por semana, era um momento descontraído e assim devia permanecer", revelou.

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Na mesma conversa, Miccoli lembrou o dia em que soube da morte de Diego Maradona, o seu grande ídolo. "[Estava] No carro. A rádio deu a notícia e tive de encostar devido à dor fortíssima que senti. Fiquei parado 10 minutos. Guardo num cofre o brinco que a Polícia Fiscal lhe apreendeu no aeroporto de Roma. Comprei-o em leilão por 25 mil euros; para me representar, enviei a mulher do antigo diretor do meu banco. Nunca o usei, gostava de lho ter devolvido. A tatuagem do Che Guevara fiz porque ele também a tinha. A política sempre me interessou pouco, mas sabia e sei quem era o Che Guevara porque o meu tio Tonino, um homem de esquerda, falava sempre dele".

Por Fábio Lima
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