Mulher revela pormenores sobre rede de prostituição em Itália: «Trabalhámos quase todas as noites mesmo no confinamento»

Bola da Serie A
• Foto: Lusa/EPA

Ao longo das últimas horas, a imprensa italiana tem revelado mais pormenores sobre o desmantelamento da rede de prostituição milionário que tinha, entre os muitos clientes, vários futebolistas da Serie A e empresários - na lista incluem-se, segundo a imprensa de Itália, os portugueses Rafael Leão (Milan), Nuno Tavares (Lazio) e Dany Mota (Monza). A 'Gazetta dello Sport' teve acesso ao despacho da juíza de instrução, no qual pode ler-se o testemunho de uma mulher.

A rapariga revelou que as noitadas começaram em 2019 e, mesmo durante a pandemia da covid-19, continuou a trabalhar: "Trabalhávamos quase todas as noites, mesmo durante o confinamento", contou, acrescentando que, mesmo com as restrições impostas, eram organizados eventos com serviços de acompanhamentos numa discoteca clandestina. 

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A testemunha contou também que "as jovens que trabalham para a agência eram convidadas a ter relações sexuais pagas com os convidados, selecionados sobretudo entre futebolistas profissionais". Uma mulher colombiana terá mesmo sido forçada a prostituir-se em troca de 100€, sendo que apenas metade ia para o seu bolso. Além disso, as jovens tinham ainda de "pagar o valor dos quartos" onde viviam. No despacho a que o jornal italiano teve acesso, percebe-se ainda que houve uma mulher que engravidou. 

A 'Gazetta dello Sport' revelou ainda que havia mais de uma centena de jovens, tanto italianas como estrangeiras, envolvidas nesta rede e que nas noitadas era utilizado o 'gás hilariante', uma substância que provoca euforia e que não é detetada nos controlos antidoping a que os desportivas são sujeitos. 

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Por Record
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