Apagão de João Mário

Médio não entra nas contas de Spalletti no Inter, mas pode ajudar as finanças dos italianos

• Foto: EPA

De titularíssimo na seleção campeã europeia de 2016 a dispensável pelo Inter Milão, João Mário percorreu dois anos de muitos altos e baixos e em que nenhum momento de forma se aproximou da melhor época da carreira (7 golos em 45 jogos), em Alvalade, com Jorge Jesus, na época 2015/16.

Volvidas duas temporadas, o cenário é bem diferente: o médio, de 25 anos, encontra-se no Inter, após não ter vingado na primeira temporada pelos nerazzurri (3 golos em 32 partidas) ao ponto de ser emprestado ao West Ham na 2ª metade de 2017/18, clube no qual conseguiu dois golos em 14 presenças. Regressado a Milão, o internacional luso cedo assumiu que não desejava continuar em Itália, mas fechado o mercado de transferências, João Mário permanece no Inter... e acabou preterido pelo técnico Luciano Spalletti na lista para a Liga dos Campeões.

Apesar da quebra de notoriedade a nível europeu, poderá ter surgido a solução para o ex-Sporting.

Segundo a imprensa italiana, os nerazzurri têm as finanças vigiadas pela UEFA num período de três anos e, após o incumprimento do fair play financeiro na passada temporada, o clube está agora obrigado a fazer 40 milhões de euros em vendas até junho de 2019, de modo a evitar mais penalizações.

E aqui entra o médio formado em Alcochete: João Mário é visto pelo dirigentes do Inter Milão como uma das soluções para este problema e, sendo que o valor de mercado do atleta tem vindo a decrescer [ver infografia], os nerazzurri contam, tendo em conta isso, conseguir arrecadar pelo menos 18 milhões com a venda do médio para evitar o prejuízo.

Caras conhecidas na equação

O médio luso acaba por ser uma das peças que completam o puzzle dos jogadores com a porta de saída aberta no Giuseppe Meazza. A ele juntam-se outras duas caras conhecidas do futebol português: Gabriel Barbosa e Dalbert. O ex-Benfica, de momento emprestado pelo Inter ao Santos até janeiro, poderá render 15 milhões de euros, enquanto o lateral francês, que em Portugal representou Ac. Viseu e V. Guimarães, resultará num encaixe mínimo de cerca de 14 milhões. Caso o Inter não realize as vendas até 30 de junho, correrá risco de exclusão das provas europeias.

Por Filipe Balreira
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