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Antigo lateral inglês está a viver a primeira experiência como treinador principal, em Itália
A viver a primeira experiência como treinador principal depois de vários anos como adjunto em Inglaterra, o antigo jogador Ashley Cole lamentou a "falta de oportunidades" em terras de Sua Majestade, explicando então a mudança para Itália para orientar o Cesena, da segunda divisão.
"Estava a começar a ficar um pouco desanimado com a falta de oportunidades em clubes em Inglaterra com os quais entrei em contacto. Gostam de usar o argumento de que não tenho experiência. E eu respondo: 'Percebo o que estão a dizer e concordo, mas como é que vou ganhar experiência? Essa é a batalha que temos de travar quando somos adjuntos durante seis ou sete anos. Temos de dar um salto de fé, mas um clube também tem de dar esse salto", começou por referir em entrevista à BBC.
Ashley Cole destacou o facto de ser um dos primeiros treinadores ingleses negros em Itália. "Não creio que existam muitos treinadores ingleses negros a trabalhar em Itália, por isso, sim, é um enorme voto de confiança da parte deles e estou muito orgulhoso por estar aqui. É um excelente sítio para estar e para começar. Estou contente por estar de volta. Vamos fazer algo diferente, algo especial".
"É evidente que há muitos antigos jogadores negros, mas não há muitos antigos jogadores negros a serem treinadores. Estão a tirar os cursos de treinador? Sim, estão. Estão a candidatar-se a empregos? Sim, estão. Isso é claro, é um facto. Se assim é, então com certeza que existe um problema. Mas não posso comentar sobre coisas que não conheço", prosseguiu.
Na mesma entrevista à emissora britânica, Ashley Cole referiu ainda o nome de... José Mourinho, treinador que o orientou no Chelsea: "Não vou ser um José Mourinho, não tenho esse estatuto nem esse respeito porque ainda não ganhei nada. O Carlo Ancelotti é ponderado e calmo - e foi um jogador e treinador de sucesso - por isso não posso ser como ele. Também não posso ser um Rafa Benítez. Tenho de retirar um pouco de cada um deles, ser eu próprio, confiar no meu processo e focar-me no Cesena. Quero trabalhar e espero que, um dia, possa ganhar um troféu".
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