Capello recorda jogadores que o tiraram do sério: «Com Gullit e Cassano chegou a haver empurrões...»
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Fabio Capello, treinador italiano de 77 anos, foi convidado para a cerimónia de inauguração do ano letivo 2023/24 na universidade de Limec, em Milão. Os grandes momentos da carreira foram recordados, assim como os grandes nomes que teve oportunidade de liderar. E o técnico não foi de modas, puxando a si o mérito de melhorar o registo de dois craques de topo mundial.
"O talento atual é esmagado pelos determinismos táticos. A coisa mais complicada é corrigir os erros, porque a vertente tática é mais simples. Levei o Ibrahimovic para a Juventus e ele não sabia cabecear ou pontapear. E todos sabemos aquilo em que ele se tornou. O Van Basten, por exemplo, tinha problemas na corrida quando batia livres. Ajudei-o e no jogo seguinte marcou de livre direto", registou.
Depois foi tempo de recordar os momentos mais agitados e, inevitavelmente, o nome de Antonio Cassano surgiu: "Com o Gullit e o Cassano cheguei a levantar as mãos e a houve uns empurrões. Como sabem, antes dos jogos o Cassano mandava vir batatas fritas, algo que considerava intolerável. Mas ficava mais irritado com o cozinheiro do que com ele."
"Mas conto já outra... Em 2007 decidi que o Ronaldo tinha de sair do Real Madrid, porque andava sempre em festas e arrastava o resto do grupo. Até o Ruud van Nistelrooy me chegou a dizer que cheirava a álcool no balneário", explicou.
"Mais tarde o senhor Berlusconi ligou-me a perguntar se deveria contratar o Ronaldo para o Milan. Disse que era um erro, porque ele gostava muito de festas e mulheres. Ele agradeceu e desligou. No dia seguinte soube que o tinha contratado", rematou.