Chiellini: «O álcool era a fraqueza do Vidal. Às vezes até aparecia 'alegre' nos treinos»

Biografia do defesa dos bianconeri continua a ser arrasadora para alguns ex-companheiros

Chiellini, Llorente e Vidal na Juventus
Chiellini, Llorente e Vidal na Juventus • Foto: Reuters

A biografia de Giorgio Chiellini, capitão da Juventus, já foi publicada e continua a causar polémica. Depois de o jogador ter tecido duras considerações sobre Felipe Melo e Mario Balotelli - isto ainda antes da publicação da obra -, agora conta que a fraqueza de Arturo Vidal na Juventus era a bebida.

"O futebolista não é nem um demónio nem um santo. A distinção que pode ser feita não é essa, é entre quem é verdadeiro e quem é falso", escreveu o defesa, de 35 anos.

"O Vidal por vezes saía e bebia além da conta, toda a gente sabia disso. Pode dizer-se que o álcool era a sua fraqueza. Mas isso não define se é um campeão ou o tipo de pessoa que é. As fraquezas fazem parte da natureza humana, o importante aqui são as consequências que elas podem ter numa equipa", prosseguiu.

"O grande Arturo não apareceu para treinar algumas vezes ou então, quando aparecia, digamos que vinha alegre", contou. "Mas ele nunca falhou. Pelo contrário, penso que em algumas ocasiões há certas formas de ser que podem tornar-te mais forte".

Chiellini, que partilhou o balneário com Arturo Vidal na Juventus entre 2011 e 2015, relatou que na última época do chileno em Turim as coisas 'complicaram-se'. "Os seus níveis de desempenho caíram e o [Luciano]  Moggi [ex-dirigente da Juve] foi ter com ele e disse-lhe: 'Por favor, deixa de estar à noite em casa, volta aos velhos tempos'. O Vidal era um bocadinho assim."

Mas as histórias sobre o atual jogador do Barcelona não ficam por aqui. "Lembro-me de uma viagem de pré-época aos Estados Unidos. Estávamos em Miami na noite da véspera do nosso último treino, na manhã seguinte ninguém sabia dele. Estava na cama e teve de ser arrastado..." 

"Nesse dia experimentámos o nosso novo equipamento de treino, estávamos vestidos de preto, com um calor a rondar os 40 graus. O [Antonio] Conte [o treinador] estava ansioso por correr com o Arturo da equipa e determinado a fazer dele um exemplo. Mas o Arturo, que ainda parecia estar bêbado e não conseguia sequer ver a bola passar, acabou a correr como um louco e a ganhar a toda a gente por uns 20 metros... Que se pode dizer de uma pessoa que, entre outras coisas, traz alegria à equipa, que motiva os companheiros, que é um lutador e um grande campeão?", questiona Chiellini.

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