Conte: «Ganho muito? Ainda hei-de ganhar muito mais»

Treinador falou à imprensa italiana pela primeira vez após ter abandonado o comando técnico do Inter

• Foto: Reuters

Poucas semanas depois de ter abandonado o comando técnico do Inter e da conquista do título da Serie A, Antonio Conte deu a sua primeira entrevista à imprensa italiana, na qual falou sobre a pressão e o stress de treinar ao mais alto nível, a obsessão por vencer, os projetos que já rejeitou e até deixou uma ambição para o futuro.

Ficar pouco tempo nos clubes: é pressão ou stress? "Seria fácil responder um simples não. Ou podia só dizer que aqueles que não se sentem stressados neste nível, não merecem cá estar. Não quero ser populista, mas vamos deixar o stress para as pessoas que precisam de trazer pão para casa e não o conseguem fazer".

Obsessão por ganhar: "Acredito que já demonstrei que também sei ganhar. Ganhar é muito difícil, e repeti-lo ainda é mais. Nunca exigi equipas que conseguissem vencer facilmente, porque nem sequer existem. Quase sempre construí essas equipas, aceitando projetos que também tinham esse caminho e essa ambição. Tenho de ver a luz ao fundo do túnel, sabendo que toda a gente fará de tudo para a tornar mais próxima. Nunca posso desistir".

É um treinador que ganha muito [dinheiro]; números em sintonia com os tempos que vivemos: "E ainda hei-de ganhar muito mais. O mercado faz os números: os resultados, o trabalho feito ao longo dos anos. Se o meu problema ou a minha obsessão fosse por dinheiro, teria ficado onde estava no passado. Aceitei compromissos onde olhei para os projetos, e onde estive disposto a ficar em casa se esses projetos não me convencessem".

Projetos rejeitados ou abandonados no passado: "Gosto de desafios. Tenho demonstrado que sempre aceitei muitos, até em clubes grandes que nunca foram considerados favoritos. Se há algo que não me convence, prefiro não aceitar ou não continuar, independemente de qual seja o compromisso".

Avaliação da seleção italiana: "Quando se inicia uma competição tão importante, há sempre um grande entusiasmo. Em torno desta seleção há ainda mais, graças aos 26 resultados consecutivos e às muitas boas exibições. Há autoestima e confiança. As vitórias vêm sempre em equipa. É um grupo que valoriza a individualidade e o talento. Vamos unir-nos e torcer".

Por Record
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