Crise financeira faz tremer o Inter

Erick Thohir obrigado a negar intenção de vender o clube, face à dívida de 417 milhões

• Foto: Reuters

No passado sábado, os adeptos do Inter receberam Mourinho como um herói. "Para sempre obrigado", podia ler-se numa das faixas nas bancadas do Giuseppe Meazza. E compreende-se a homenagem. Com o português, os nerazzurri ‘tocaram no céu’ – venceram a Serie A, a Taça de Itália e a Champions – e a sua saída, em 2010, coincidiu com a descida ao ‘inferno’, levando Massimo Moratti a vender, em 2013, a maioria das ações do clube ao milionário indonésio Erick Thohir.

De fora da Liga dos Campeões nos últimos cinco anos, o clube de Milão mergulhou numa profunda crise financeira, com uma dívida astronómica, avaliada em 417 milhões de euros, e os rumores de nova venda começam a circular em Itália. A ‘Gazzetta dello Sport’ avançou que Thohir, que detém 70 por cento do clube, já estaria à procura de um comprador, uma notícia desmentida pelo Inter.

Em comunicado, a administração nerazzurra esclareceu que apenas pediu ao banco Goldman Sachs para "avaliar a possibilidade de identificar potenciais parceiros comerciais na Ásia". E vai mais longe, sublinhando que é "algo lógico, considerando o enorme crescimento do investimentos no desporto e, especialmente, no futebol na Ásia e, em particular, na China". Ao mesmo tempo, adianta que continua empenhada em respeitar o Fair Play Financeiro: "O objetivo continua a ser o regresso às provas europeias, para competir ao nível mais elevado."

Estatuto europeu

A polémica rebentou na semana em que o Inter prepara a visita à Juventus, líder da Serie A. Em 5º lugar e sem vencer fora há quatro jogos, a equipa orientada por Roberto Mancini terá de ganhar para manter a ambição europeia.

Por Aurélio de Macedo
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