Emmanuel Badu lembra meses dramáticos: «Quase morri e depois perdi a minha irmã»

Jogador do Hellas Verona assume que 2019 e 2020 foram os "anos mais duros" da sua vida

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O médio ganês Emmanuel Agyemang Badu, do Hellas Verona, partilhou esta quarta-feira, em entrevista à BBC, os meses dramáticos que viveu entre 2019 e 2020, com um problema de saúde que o deixou entre a vida e a morte e, depois, o assassinato da sua irmã. Foram, nas palavras do internacional ganês, "os anos mais duros" da sua vida e que o ajudaram a colocar tudo em perspetiva.

"Quase morri, tive imensas lesões e depois perdi a minha irmã de uma forma muito dolorosa. É muito difícil para mim e para a minha família. O tipo que baleou a minha irmã ainda está em fuga. Ainda não o apanharam, pois as coisas estão muito lentas devido a toda esta situação do vírus. É um desastre", assumiu o médio, que atualmente está em confinamento em Verona.

Voltando ao episódio de vida ou morte que viveu no ano passado, Badu assumiu que inicialmente a situação foi encarada com uma simples sensação de cansaço, à qual não deu qualquer importância. "Após um jogo de pré-época fui ao ginásio fazer algum trabalho físico e à noite, ao chegar a casa, senti dificuldades em respirar. A princípio não levei a sério, porque pensava que era só cansaço. No dia seguinte deram-me analgésicos, mas à noite ficou ainda pior. Às duas da manhã liguei ao meu médico e felizmente ele estava acordado. Enviou-me um fisioterapeuta que estava perto e quando chegou disse logo 'tens de ir já para o hospital'. Acabariam por descobrir que tinha um coágulo sanguíneo nos pulmões. Tive de parar de jogar durante três a quatro meses. Foi muito grave. Acho mesmo que teria sido uma tragédia se o fisioterapeuta não tivesse chegado a tempo", assumiu o médio.

Depois do período de recuperação, voltaria ao trabalho no final do ano e em janeiro regressou aos relvados, recuperando paulatinamente a forma... antes da crise do coronavírus. Mesmo assim, Badu assume que há algo mais importante do que o futebol neste momento. "Não posso fazer nada. Só tenho de agradecer a Deus por estar vivo. Neste momento estou bem, sem lesões. A vida é muito mais preciosa do que o futebol, por isso neste momento temos de cuidar uns dos outros. Estar seguros e rezar para que tudo se resolva rápido, de forma a podermos voltar a fazer aquilo que mais gostamos", finalizou.

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