Como o futebol italiano quer reerguer-se: as propostas do ex-presidente da federação para resolver a crise

Gabriele Gravina realça os principais problemas que precisam de ser resolvidos

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Gravina (à direita) durante o duelo entre Itália e Bósnia
Gravina (à direita) durante o duelo entre Itália e Bósnia • Foto: Lusa/EPA

Após demitir-se do cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol, Gabriele Gravina apresentou várias propostas que poderão consertar a crise do futebol em Itália. Em causa está o facto da seleção italiana ter falhado o terceiro Campeonato do Mundo consecutivo - resultou na sua demissão da federação, tal como o afastamento de Gennaro Gattuso do comando da seleção -, o que levou a questionar o que há de errado com o país que conquistou o Mundial em quatro ocasiões (1934, 1938, 1982 e 2006).

“Os problemas críticos do futebol italiano são conhecidos há anos e foram destacados em inúmeros documentos oficiais, diferindo apenas nos dados estatísticos que continuam a piorar, confirmando que se tratam, em grande parte, de deficiências estruturais”, afirmou Gravina acerca da crise em Itália.

Ora, para Gravina os principais problemas passam pela estrutura de formação de jovens jogadores, juntamente com a falta de financiamento do futebol. Então, o ex-presidente propõe que uma parte das receitas das casas de apostas seja destinada ao futebol, de modo a financiar o desenvolvimento de jovens jogadores e infraestruturas, um crédito fiscal e a reintrodução de um regime fiscal preferencial - uma oferta de impostos reduzidos ou até nulos - para profissionais estrangeiros. 

Gabriele Gravina reiterou que fosse suspensa a proibição de patrocínios e publicidade de casas de apostas e que fossem tomadas medidas de apoio para construir ou renovar estádios no país. O antigo presidente da federação italiana ainda insistiu numa reformulação técnica do futebol italiano nas camadas jovens, com foco especial na técnica. Em última instância, reforçou a necessidade de reformular os vários escalões de futebol em Itália - Serie A, B, C e D - e de lançar um projeto de reforma para o setor de arbitragem.

“Sem essa forte vontade de priorizar o bem comum em detrimento da defesa de posições individuais, e com a política criando as condições e disponibilizando as ferramentas necessárias para a ação, nenhum indivíduo conseguirá uma verdadeira e completa revitalização do futebol italiano”, explicou Gravina ao propor o plano anticrise. 

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