Giovanni Malagò eleito presidente da federação italiana de futebol

Dirigente liderou o comité olímpico italiano entre 2013 e 2025

Seguir Autor:

Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol
Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol • Foto: AP
Adicione como fonte preferencial no Google

O antigo presidente do Comité Olímpico Italiano Giovanni Malagò foi esta segunda-feira eleito presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) numa altura em que o organismo enfrenta uma crise após a seleção ter falhado o Mundial'2026.

Na assembleia extraordinária eletiva realizada em Roma, Malagò obteve 68,58% dos votos, superando Giancarlo Abete, representante do futebol amador e líder da federação entre 2007 e 2014, que recolheu 29,17%.

O dirigente sucede a Gabriele Gravina, que estava no cargo desde 2018 e se demitiu após a eliminação da seleção italiana frente à Bósnia-Herzegovina na final dos play-off europeus de acesso ao torneio que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México, decidida no desempate por penáltis após empate a um golo no prolongamento em 31 de março.

Com 67 anos, Malagò é uma figura central do desporto italiano há mais de duas décadas. Antigo internacional de futsal, esteve ligado à organização de vários grandes eventos desportivos em Itália e participou na candidatura de Roma aos Jogos Olímpicos de 2024, posteriormente abandonada em 2016.

O dirigente liderou o Comité Olímpico Italiano entre 2013 e 2025, período em que enfrentou uma grave crise de governação na FIGC após a ausência da seleção no Mundial2018, na Rússia. Assumiu ainda a presidência do comité organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno a partir de 2019 e integra o Comité Olímpico Internacional (COI).

A candidatura de Malagò reuniu apoio unânime no futebol profissional mesmo antes de ser formalizada, contando rapidamente com o respaldo dos clubes da Liga e da Segunda Liga italiana, bem como das associações de jogadores e treinadores, que no conjunto representam 54% do peso eleitoral.

O novo presidente enfrenta agora vários dossiês urgentes, entre eles a escolha do sucessor de Gennaro Gattuso no cargo de selecionador nacional, com Roberto Mancini a surgir como hipótese depois de ter orientado a equipa entre 2018 e 2023.

Malagò terá também de aprofundar a reforma da formação de jogadores jovens, apontada como uma das causas dos repetidos fracassos da seleção, ausente das últimas três edições do Mundial, e de gerir o processo relativo ao Europeu'2032, que Itália organizará em conjunto com a Turquia, num contexto marcado pela idade avançada dos estádios italianos.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo
Ultimas de Itália Notícias
Notícias Mais Vistas