Internacional italiano do Monza condenado a 5 anos de prisão por associação à máfia e apostas desportivas
Por sua vez, Antonio e Umberto Accurso, cabecilhas de um grupo mafioso, terão apostado 400 mil euros no golo da equipa da casa, a vencedora da partida
Armando Izzo foi condenado a cinco anos de prisão pela VI Secção Criminal do Tribunal de Nápoles por fraude desportiva e por associação criminosa à máfia italiana. "Estou muito desapontado", garantiu o agora jogador do Monza, quando conheceu a sentença, da qual irá recorrer.
Os factos reportam-se à temporada 2013/14. O então futebolista do Avellino, da Série B, terá aceitado a promessa de receber 30 mil euros, em numerário, "a título de compensação para alcançar um resultado diverso do decorrente da correta e justa condução do referido encontro", assumiu o procurador Maurizio De Marco. Na prática, Izzo, que não saiu do banco nesse jogo, deveria distribuir esse dinheiro para que os colegas de equipa facilitassem a vitória ante o Modena, a 17 de maio de 2014. A verdade é que o Avellino perdeu mesmo, por 1-0.
Por sua vez, Antonio e Umberto Accurso, cabecilhas de um grupo mafioso, terão apostado 400 mil euros no golo da equipa da casa, a vencedora da partida. O último homem referido, primo de Armando Izzo, foi também condenado, a um ano e meio de prisão.
O internacional italiano em três ocasiões, de 31 anos, foi também ilibado dos mesmos crimes em relação ao jogo Avellino-Reggina, referente a 25 de maio de 2014.
Em 2022/23, Izzo cumpriu 26 jogos oficiais pelo Monza, clube a que está emprestado pelo Torino.