Miccoli apresenta-se na cadeia para cumprir três anos e meio de prisão: «É um homem destruído»

Supremo tribunal de Itália confirmou a condenação anterior, por extorsão

• Foto: Instagram
Fabrizio Miccoli viu o Supremo tribunal italiano confirmar a condenação de três anos e seis meses de prisão a que tinha sido condenado em janeiro de 2020, por extorsão, e apresentou-se esta quarta-feira na prisão de Rovigo, em Veneza, para cumprir a pena, segundo avança a 'Gazzetta dello Sport'.

Miccoli foi acompanhado à prisão pelo seu advogado, Antonio Savoia, que disse à agência ANSA que o seu cliente "é um homem destruído". O ex-avançado apresentou-se numa prisão em Veneza e não em Lecce, cidade onde reside com a família, para "ficar o mais longe possível de tudo e de todos", acrescenta a mesma agência.

O antigo jogador italiano, que passou por clubes como Palermo, Juventus, Fiorentina e Benfica, foi considerado culpado de extorsão agravada por utilizar "métodos da máfia".

O ex-avançado dos encarnados, de 42 anos, ajudou um amigo a recuperar junto de Andrea Graffagnini, dono de uma discoteca chamada 'Paparazzi', uma dívida de 12 mil euros. Para tal, contactou Mauro Lauricella, filho de um chefe da máfia, Antonino Calderone, que cumpre 7 anos de prisão. Miccoli tem boas relações com Lauricella desde os tempos em que jogou no Palermo.

Durante a investigação foram intercetadas conversas de Miccoli com o filho do mafioso, em que o jogador se referiu a Giovanni Falcone, magistrado italiano que atuava em processos contra os chefes da máfia, como "aquela lama". Por essas palavras Miccoli pediu desculpas públicas, em lágrimas.

Recorde-se que o ex-futebolista retirou-se do futebol em 2015.
Por Record
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